sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

AMIGO DE TEMER O ENTREGA À LAVA JATO

Quando se pensa que o governo Temer golpista já esgotou seu arsenal de más notícias e falcatruas, eis que o próprio amigo pessoal do presidente e seu ex-conselheiro no governo até dezembro passado vem a público e joga Temer no ventilador.

Em dezembro (14/12/16) a imprensa envolvida em crimes foi obriga a noticiar o vazamento da delação premiada de Marcelo Oldebrecht, na qual ele revela ter pago 10 milhões de reais em dinheiro para Michel Temer, via escritório de advocacia de seu amigo pessoal José Yunes.

Era a segunda quinzena desse mês e no foco das delações estavam além do presidente golpista e seu amigo pessoal José Yunes, seus ministros Eliseu Padilha e Moreira franco. Temer rebolou como pode para chegar a 2017 na presidência, Yunes se afastou da função de conselheiro de Temer para sair do foco; Moreira Franco, para escapar da Lava Jato, virou ministro; e Padilha ficou na moita até hoje: no governo mas tentando parecer invisível, torcendo para que o radar, depois de Moreira Franco e Alexandre de Moraes, não o apanhasse.
Porém... "ai, porém" canta o samba de Paulinho da Viola ...

Hoje (24/02/17), dois meses depois da deduragem de Marcelho Odebrecht, abafada pela mídia associada ao crime, o próprio José Yunes, para se safar de envolvimento maior nos delitos de Michel Temer, se apresenta voluntariamente à imprensa, assumindo como verdadeira a versão do empreiteiro, porém se colocando apenas como uma inocente "mula" (que no tráfico é o laranja empregado para transportar a droga).

Ou seja, empurra para o colo do amigo Michel Temer a propriedade da droga que estava no pacote que levava, mas o qual ele teria apenas intermediado por amizade, não por envolvimento direto no crime.

É a velha história: quando a polícia chega no laboratório de cocaína, os que lá estão não sabem de nada, estão "apenas trabalhando", sem sem envolvimento direto com a prática criminosa.

O fato é que com a "delação voluntária" do amigo que quer "tirar o seu da reta", como se diz por aí, junto com Temer volta ao centro do radar Eliseu Padilha, que para tentar sair do foco acaba de pedir afastamento do governo.

A máquina infernal do golpe tornou-se um um mostrengo digno de nossos piores pesadelos, e se alimenta cada vez mais de quem a inventou e a pôs em funcionamento.

Agora, que um advogado da estatura de Yunes é apenas uma inocente "mula", acredite quem quiser.

Jeosafá, professor, foi da equipe do 1o, ENEM, em 1998, e membro da banca de redação desse Exame em anos posteriores. Compôs também bancas de correção das redações da FUVEST nas décadas de 1990 e 2000. Foi consultor da Fundação Carlos Vanzolini da USP, na área de Currículo e nos programas Apoio ao Saber e Leituras do Professor da Secretaria de Educação de São Paulo. É escritor e professor Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo. Autor de mais de 50 títulos por diversas editoras, lançou em 2013 O jovem Mandela (Editora Nova Alexandria);  em maio de 2015, nos 90 anos de Malcolm X, O jovem Malcolm X, pela mesma editora; no mesmo ano publicou A lenda do belo Pecopin da bela Bauldour, tradução do francês e adaptação para HQ do clássico de Victor Hugo, pela editora Mercuryo Jovem. Leciona atualmente para a Educação Básica e para o Ensino Superior privados.



quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

DEFENDER LULA COMO SE NÃO HOUVESSE AMANHÃ

O salvo-conduto do STF, na pessoa de Celso de Mello, ao angorá Moreira Franco, um dos gatunos mais delatados da Lava Jato, e a condução por aclamação ao STF de Alexandre de Moraes, uma das figuras mais escatológicas da República, são uma tentativa desesperada de fechar o xadrez da permanência de Temer até 2018. Está  aberta a fase final de caçada a Lula.

Porém o monstro do golpe de Estado ganhou vida própria, e vai devorando reputações e a vida política de diversos dos envolvidos. Quanto mais se consolidam no poder PMDB e PSDB, mais a rejeição a seus capos aumenta, ao ponto de Alckmin e Aécio Neves desabarem, em intenções de voto em recente pesquisa, para baixo do bizarro Jair Bolsonaro.

Não há, assim, saída no curto prazo para a encalacrada em que nossa democracia foi enfiada. A melhor hipótese é preservarmos a todo custo nosso maior patrimônio: Lula, que quanto mais é perseguido, mais é amado.

Não será fácil defendê-lo, pois os três poderes em nível federal se uniram contra ele: o Executivo, liderado pelo vendido ou comprado Michel Temer; o Legislativo, nas figuras exemplares de Rodrigo Maia (Câmara) e Eunício de Oliveira (Senado); e o STF, avassalado por Gilmar Mendes e agora Alexandre de Moraes.

Além dessas máquinas de crimes em escala federal, há ainda o monomaníaco Sérgio Moro, cuja obsessão é conseguir a fotografia de Lula algemado - só não tendo avançado ainda no rumo desse abismo por puro medo do que pode estar lhe esperando.

É preciso então parar de firula. A batalha agora se afunilou. Defender Lula com unhas e dentes é defender inclusive as eleições de 2018, pois se os golpistas não conseguirem liquidá-lo, buscarão todos os meios para inviabilizá-la.

Isso com a mais absoluta e tranquila certeza.

Jeosafá, professor, foi da equipe do 1o, ENEM, em 1998, e membro da banca de redação desse Exame em anos posteriores. Compôs também bancas de correção das redações da FUVEST nas décadas de 1990 e 2000. Foi consultor da Fundação Carlos Vanzolini da USP, na área de Currículo e nos programas Apoio ao Saber e Leituras do Professor da Secretaria de Educação de São Paulo. É escritor e professor Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo. Autor de mais de 50 títulos por diversas editoras, lançou em 2013 O jovem Mandela (Editora Nova Alexandria);  em maio de 2015, nos 90 anos de Malcolm X, O jovem Malcolm X, pela mesma editora; no mesmo ano publicou A lenda do belo Pecopin da bela Bauldour, tradução do francês e adaptação para HQ do clássico de Victor Hugo, pela editora Mercuryo Jovem. Leciona atualmente para a Educação Básica e para o Ensino Superior privados.


terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

SINTAGMA: CINCO TIPOS


Embora seja área de muito debate, divergência e estudos e pesquisas ainda em curso, os linguistas identificam, de acordo com o respectivo núcleo, 5 tipos sintagmas em língua portuguesa:
  1. verbais; 
  2. nominais;
  3. adjetivais;
  4. adverbiais;
  5. preposicionais.

1. Sintagma verbal
O singma verbal é uma combinação de termos que tem como eixo estruturante um verbo transitivo direto, indireto, ou intransitvo, pois nesse caso o verbo exerce função principal, ao abrigar a informação principal do enunciado:

A prática da escrita desenvolve a reflexão crítica.
                                                                           VTD             OD

Observe que a parte grifada na oração acima é um sintagma verbal, que é sinônimo de predicado verbal), pois tem em seu núcleo (em negrito) um verbo transitivo direto (VTD, que precisa de um complemento, senão fica sem sentido: desenvolve o quê? A resposta é um objeto direto, OD).

O núcleo do sintagma verbal pode ser também um verbo transitivo indireto (que precisa de um complemento, mas que vem regido por uma preposição). Vamos usar o mesmo exemplo acima, pois o verbo desenvolver pode ser também transitivo indireto, ou seja, é um verbo bitransitivo (verbo transitivo direto e indireto, VTDI), pois pode ter um objeto direto e outro indireto (OI) como complemento:

desenvolve em nós a reflexão crítica.
                                                    VTDI               OI                OD
Desenvolve em quem (VTI)? Em nós (OI). Desenvolve o quê (VTD)? A reflexão crítica (OD).

O núcleo do sintagma verbal (ou do predicado verbal) pode ser um verbo intransitivo (VI), ou seja, que não necessita obrigatoriamente de um complemento por ter um sentido completo:

O carro da pamonha chegou mais cedo!

Embora o verbo chegar esteja acompanhado das palavras combinadas "mais cedo", ele não perde o sentido se essas palavras forem simplesmente omitida: "O carro da pamonha chegou"; diferente da oração anterior, na qual a omissão do complemento verbal causa perda de sentido: "A escrita desenvolve" (Desenvolve o quê, em quem?).

Com a expressão "mais cedo" não é essencial, mas acessória, não complementa, mas suplementa o sentido, dizemos que é um adjunto adverbial (no caso, de tempo: cedo).

2. Sintagma nominal

O sintagma nominal é uma combinação que tem como núcleo (em negrito) um substantivo.

Ele pode compor o sujeito:

prática da escrita desenvolve em nós a reflexão crítica.
carro da pamonha chegou mais cedo!

Mas também fazer parte do predicado de diversas formas (núcleo sempre em negrito).

Sintagma nominal como objeto direto:

A prática da escrita desenvolve em nós reflexão crítica.

Compondo o aposto (um tipo de expressão explicativa introduzida na oração entre vírgulas):

A prática da escrita, particularmente a dissertação agumentativa, em nós a reflexão crítica

Compondo o vocativo (expressão que chama a atenção):

Atenção minha gente, a prática da escrita desenvolve em nós a reflexão crítica.

Assim, não importa onde esteja, se é uma combinação de palavras com um substantivo como núcleo, é um sintagma nominal.

3. Sintagma adjetival ou adjetivo

O sintagma adjetival ou adjetico tem no núcleo um adjetivo, portanto, ele ocorre nas mesmas funções típicas do ajetivo:

Adjunto adnominal:
A escrita muito apressada resulta em erros às vezes bastante graves.
(observe aqui que o primeiro ajunto adnominal está ligado ao núcleo do sujeito: "escrita"; o segundo, ao objeto direto: "erros".

Predicativo do sujeito (quanto temos uma orção formada por verbos de ligação (ser, estar, ter, haver, parece, ficar, permancer, continuar etc., que expressam qualidade), que dão origem ao predicado nominal, pois o núcleo dele não é o vermo mas o adjetivo: 

 A prática da escrita parece ótima.
 A escrita ficou ótima.
 A escrita continua ótima.
Aposto:

A prática da escrita, sempre saudável, parece ótima.

4. Sintagma adverbial

O sintagma adverbial tem no núcleo um advérbio (palavras invariáveis que expressam tempo, lugar, modo, circunstância, companhia, intensidade etc.) e constituiem os adjuntos averbiais:

A redação foi escrita muito apressadamente.
(aqui, dois advérbios, muito e apressadamente, compõe o adjunto adverbial de modo)

Porém pode ocorrer de um único advérbio constituir sintagma adverbial:

A redação foi escrita apressadamente


5. Sintagma preposicinal ou preposicionado

São todos aqueles que são introduzidos por uma preposição:

Adjunto adnominal preposicionado:
Quando a expressão tem função de adjetivo:

A ortografia da língua portuguesa do Brasil...
(do Brasil = brasileira)

Adjunto adverbial
Quando a expressão tem fução de advérbio:

A ortografia da língua portuguesa nBrasil...
(no Brasil = advérbio de lugar)

Complemento nominal:
Quando a expressão complementa o significado de um termo nominal que a precede. Por exemplo: substantivo: pé-de-moleque; adjetivo: verde de raiva; advérbio: muito de repente.

A ortografia da língua portuguesa no Brasil...
(da língua complementa o sentido de "ortografia", que é um substantivo)

Agente da voz passiva:

A escrita fui muito desenvolvida pelos romanos.

O sintagma é um processo de combinação estruturante da língua. Combina palavra a palavra dando origem a fragmentos de expressões, que por sua vez, ao se combinarem, compõem os termos de uma oração (sujeito, predicado e termos que os constituem, tais como adjuntos nominais e adverbais, complementos verbais e nominais etc.).

Porém isso se dá também em nível mais complexos, nos perídos compostos por coordenação e subordinação, pois um advébio, por exemplo, pode aparecer de maneira simples, numa só palavra, mas pode ser expresso na forma de uma oração inteira:

Os jovens saíram agora do shopping.
(Adjunto advérbial de tempo: agora)
Os jovens saíram do shopping quando terminaram o lanche.
(Oração subordinada adverbial temporal: quando terminaram o lanche).

Essa oração quando terminaram o lanche está subordinada ao verbo sair, e a palavra que indica tempo nela é a conjunção subordinativa quando. Assim, essa oração é um sintagma adverbial, e a função dessa conjunção é parecida com a da preposição: subordinar a palavra ou combinação de palvras a um termo específico (aqui, no caso, o verbo sair).

Porém, esse é assunto para próximas aulas. Não se esqueçam de tirar dúvidas na área de comentários e...
Amplexos do Jeosafá a tod@s!
LEIA TAMBÉM:

SINTAGMA: A ARTE DE COMBINAR



Jeosafá, professor, foi da equipe do 1o, ENEM, em 1998, e membro da banca de redação desse Exame em anos posteriores. Compôs também bancas de correção das redações da FUVEST nas décadas de 1990 e 2000. Foi consultor da Fundação Carlos Vanzolini da USP, na área de Currículo e nos programas Apoio ao Saber e Leituras do Professor da Secretaria de Educação de São Paulo. É escritor e professor Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo. Autor de mais de 50 títulos por diversas editoras, lançou em 2013 O jovem Mandela (Editora Nova Alexandria);  em maio de 2015, nos 90 anos de Malcolm X, O jovem Malcolm X, pela mesma editora; no mesmo ano publicou A lenda do belo Pecopin da bela Bauldour, tradução do francês e adaptação para HQ do clássico de Victor Hugo, pela editora Mercuryo Jovem. Leciona atualmente para a Educação Básica e para o Ensino Superior privados.




segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

SINTAGMA: A ARTE DE COMBINAR

Na língua como na natureza, unidades mínimas se juntam para dar origem a unidades maiores. Assim como átomos se unem para dar origens a moléculas, e estas se juntam a outras para dar origem a substâncias simples ou complexas, na língua sons elementares (os fonemas) representados por escrito pelas letras, se juntam para dar origem a fragmentos (prefixos, sufixos, radicais, vogais temáticas, desinências) que, por sua vez, se unem e dão origem a palavras:

Prefixo
Prefixo
Radical
Vogal Temática
Desinência verbal formadora de
des
in
form
a
r
Infinitivo




nte
Particípio presente ou adjetivo




do
Particípio passado ou adjetivo




ndo
Gerúndio ou adjetivo

Prefixo
Radical
Vogal Temática
Sufixo formador de
in
form
a
ção
Substantivo



l
Adjetivo



(l) mente
Advérbio


A mesma lógica que opera no "micro", opera no "macro". Assim, na natureza como na língua, unidades menos complexas podem se juntar a outras unidades menos complexas de outras natureza para dar origem a unidades de maior complexidade. Dois átomos de Hidrogênio, em processos que duraram bilhões de anos, se uniram a um de Oxigênio dando origem à água (H2O), substância simples que é base de toda a vida conhecida em nosso planeta.

Por sua vez a água se mistura em milhões de combinação, dando origem a formas de vida das mais simples às mais maravilhosamente complexas, como a de plantas e animais, entre os quais a espécie humana.

Na língua ocorre o mesmo. Fragmentos significativos se unem e dão origem a palavras, que se combinam e dão origem a sintagmas (pedaços de frases ou orações). Os sintagmas se combinam e dão origem a orações e períodos, que se combinam e dão origem (na escrita) aos parágrafos, que se combinam e dão origem aos capítulos, que se combinam e dão origem a romances, teses, monografias etc.

Assim, resumindo a grosso modo, sintagma é uma combinação linguística que dá origem a uma unidade em língua oral ou escrita que tem sentido (se não tem sentido, não é sintagma, pois ele é sempre e necessariamente uma combinação válida. Observe a frase-exemplo:

A escrita apressada resulta quase sempre em erros de ortografia ou sintaxe.

Nela há duas grandes combinações válidas: uma em torno do núcleo do sujeito (um substantivo; escrita), outra em torno do núcleo do predicado (um verbo: resulta).

escrita

resulta
A
apressada

em
quase sempre



erros




de




ortografia
ou
sintaxe


A própria palavra "combinação" já dá a dica para a gente: com-bin-a-ção, ou seja, ação de associar binariamente qualquer coisa que se imaginar, ou seja, em pares:

SINTAGMA NOMINAL
(porque seu núcleo é um nome/substantivo)
OU SUJEITO
 {(A)+[escrita]+(apressada)} 

SINTAGMA VERBAL
(porque seu núcleo é um verbo)
OU PREDICADO VERBAL
{[resulta] + [(em+erro)+(de+ortografia)+(ou+sintaxe)+(quase+sempre)]}

As associações, assim, são sempre binárias, em que um elemento se combina com outro, dá origem a uma unidade maior, que por sua vez se combina com outra menor ou do mesmo nível, e dá origem a uma unidade superior em sentido e complexidade. Podemos acrescentar quantos sintagmas quisermos à oração acima composta de dois sintagmas (sujeito e predicado, ou sintagmas nominal e verbal respectivamente), porém, observe que o núcleo de ambos sempre será o mesmo:

A escrita apressada, descuidada, desatenta resulta quase sempre em erros de ortografia, acentuação, pontuação ou sintaxe:

escrita

resulta
A
apressada

em
quase sempre

descuidada

erros

desatenta


de




ortografia
ou
sintaxe



acentuação





pontuação



Observe que a concordância com a palavra escrita é feita uma a uma (escrita apressada; escrita descuidada; escrita desatenta), sempre binariamente. Do mesmo modo, observe que as palavras acentuação e pontuação (assim como ortografia e sintaxe) estão subordinadas (por meio da preposição de) à palavas erro (erro de ortografia, erro de acentuação, erro de pontuação, erro de sintaxe). A palavra erro, assim, é núcleo de um sintagma (combinação) nominal (porque "erro" é um substantivo/nome), subordinado ao núcleo do predicado (o verbo resulta) pela preposição em.

Muitas combinações na língua são feitas diretamente. Por exemplo, no sujeito da oração acima, as palavras A (artigo feminino singular) e apressada (adjetivo feminino singular) se ligam à escrita diretamente. São adjuntos adnominais, ligados ao substantivo feminino singular escrita sem nenhuma palavra intermediária: essas palavras estão justapostas, postas imediatamente ao lado, junto (daí "adjunto") do substantivo que especificam e qualificam.

Porém, há outro tipo de combinação na língua, quando há a necessidade de um termo intermediário que indique subordinação de uma palavra a outra ou de um sintagma a outro. Nesse caso, temos uma ligação indireta, que implica em subordinação de um termo a outro. Nesse tipo de ligação por subordinação, temos uma palavra (ou sintagma) "regente" e outra "regida". Assim, em resulta em erro, "resulta" é o termo regente (porque é a informação mais importante desse sintagma) e "erro" é o termo regido (pois é uma informação secundária, subordinada pela preposição em). O mesmo ocorre no sintagma erros de ortografia (e nos demais: de acentuação, de pontuação, de sintaxe): "erros" é o regente e "ortografia" é o termo regido (pela preposição de) do sintagma.

Faça perguntas na área de comentários. Lá elas serão respondidas e servirão a outros amigos podem dar origem a novos artigos, ok?

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SINTAGMA: CINCO TIPOS


Amplexos do Jeosafá e até a próxima aula.


Jeosafá, professor, foi da equipe do 1o, ENEM, em 1998, e membro da banca de redação desse Exame em anos posteriores. Compôs também bancas de correção das redações da FUVEST nas décadas de 1990 e 2000. Foi consultor da Fundação Carlos Vanzolini da USP, na área de Currículo e nos programas Apoio ao Saber e Leituras do Professor da Secretaria de Educação de São Paulo. É escritor e professor Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo. Autor de mais de 50 títulos por diversas editoras, lançou em 2013 O jovem Mandela (Editora Nova Alexandria);  em maio de 2015, nos 90 anos de Malcolm X, O jovem Malcolm X, pela mesma editora; no mesmo ano publicou A lenda do belo Pecopin da bela Bauldour, tradução do francês e adaptação para HQ do clássico de Victor Hugo, pela editora Mercuryo Jovem. Leciona atualmente para a Educação Básica e para o Ensino Superior privados.