quinta-feira, 21 de junho de 2018

MORO PREPARA MASSACRE CONTRA LULA DURANTE CAMPANHA ELEITORAL


A decisão do juiz do PSDB Sérgio Moro de marcar depoimentos de Lula para o mês de setembro entrega sua estratégia de tentar influir nas eleições, oferecendo munição eleitoral para a mídia golpista da qual é vassalo e favorecendo o candidato tucano

Já convencido de que será impossível manter Lula fora da disputa eleitoral, seja como candidato, seja como principal "player", como os analistas políticos o vêm chamando, Moro decide entrar na disputa eleitoral produzindo notícias negativas contra o ex-presidente, de modo a tentar limitar sua poderosa influência no processo eleitoral

Porém, se como vassalo dos EUA e da Rede Globo o juiz de Curitiba apelidado de Mazzaropi pela construtora Odebrecht obteve sucesso, como estrategista tem-se revelado um fiasco do tamanho de suas pretensões.

Sua decisão de encarcerar Lula sem provas, longe de limitar a influência do petista, consolidou essa influência e, segundo várias pesquisas, a ampliou. Ao marcar os depoimentos para setembro, o que o tosco juiz do PSDB faz é atrair o foco para Lula.

Em todas as oportunidades em que Lula e Moro se enfrentaram, o resultado foi o mesmo: o juiz expõe sua estatura de figura intelectual extremamente limitada, ao passo que o ex-presidente produz sequências antológicas que se multiplicam pelas redes sociais.

O que ocorre é que o precário magistrado, afeito a iniciativas arbitrárias e aos holofotes da fama, percebeu que o período eleitoral o deixaria à sombra, então resolveu pegar carona na popularidade de Lula. Porém, como diz o provérbio popular: "Tanto vai o jarro à fonte, que um dia ele se rompe". Tanto é o amor de Moro pelas luzes do picadeiro que, mais hora, menos hora, ele cairá do trapézio, o que será fatal, pois a rede de proteção que o livrou de muitos tombos já apresenta inúmeros rombos, dois dos quais feitos pelo próprio STF recentemente.


JEOSAFÁ, professor, foi da equipe do 1o. ENEM, em 1998, e membro da banca de redação desse Exame em anos posteriores. Compôs também bancas de correção das redações da FUVEST nas décadas de 1990 e 2000. Foi consultor da Fundação Carlos Vanzolini da USP, na área de Currículo e nos programas Apoio ao Saber e Leituras do Professor da Secretaria de Educação de São Paulo. É escritor e professor Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo. Autor de mais de 50 títulos por diversas editoras, entre os quais O jovem Mandela (Editora Nova Alexandria);   O jovem Malcolm X A lenda do belo Pecopin e da bela Bauldour, tradução do francês e adaptação para HQ do clássico de Victor Hugo, pela editora Mercuryo Jovem. Leciona atualmente para a Educação Básica e para o Ensino Superior privados.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

GOLPE É JOGO BRUTO, COM STF, COM TUDO

E efeito diluente e altamente corrosivo que a resistência de Lula produz no campo da articulação golpista é devastador: cai Hulk, cai Barbosa, cai Aécio, Alckmin patina, Temer afunda, STF se desmoraliza, Moro se desmascara. Porém, golpe é golpe, é jogo bruto, com STF, com tudo.

A estratégia de Lula de empurrar para as urnas o mal estar que o golpe impôs ao país até o momento tem tido resultados inesperados para os golpistas, mas previstos pelo próprio Lula. Ele mesmo já dissera que não dariam um golpe contra Dilma para permitirem numa boa, dois anos depois, a volta do PT ao poder numa candidatura Lula. E também foi o primeiro a afirmar que sua prisão era para impedir que vencesse as eleições, o que se vai verificando na prática, pois é campeão de intenções de voto em todos os cenários.

Sucede que, ainda que desmoralizados e arruinados, PMDB e PSDB não escolherão armas para darem prosseguimento à pauta ultraneoliberal que afundou os trabalhadores num desemprego recorde e numa falta de perspectiva em relação ao futuro desesperadora.

A aposta de Lula é a de que seguirá, embora sequestrado pela Al Qaeda de Curitiba, se consolidando como voz do povo até o limite máximo do jogo eleitoral, que é a apuração final das urnas. Os golpistas estão dispostos a tudo, mas não comem merda, nem rasgam dinheiro. Se Lula passar o bastão, perde o controle do processo eleitoral que hoje está todo em suas mãos - daí a pressão para que ele saia do jogo: uma vez fora, os golpistas deitarão e rolarão.

Lula jogará o jogo, seja como for, até depois de as urnas apuradas. Como diz Gonzaguinha em Cama de Gato:
No campo do adversário
É bom jogar com muita calma
Pocurando pela brecha
Pra poder ganhar


JEOSAFÁ, professor, foi da equipe do 1o. ENEM, em 1998, e membro da banca de redação desse Exame em anos posteriores. Compôs também bancas de correção das redações da FUVEST nas décadas de 1990 e 2000. Foi consultor da Fundação Carlos Vanzolini da USP, na área de Currículo e nos programas Apoio ao Saber e Leituras do Professor da Secretaria de Educação de São Paulo. É escritor e professor Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo. Autor de mais de 50 títulos por diversas editoras, entre os quais O jovem Mandela (Editora Nova Alexandria);   O jovem Malcolm X A lenda do belo Pecopin e da bela Bauldour, tradução do francês e adaptação para HQ do clássico de Victor Hugo, pela editora Mercuryo Jovem. Leciona atualmente para a Educação Básica e para o Ensino Superior privados.

quinta-feira, 3 de maio de 2018

SÃO AS ELEIÇÕES, ESTÚPIDO!


A articulação criminosa - com Supremo, com tudo -, que assumiu o poder a partir da sequência de golpes conta a presidenta Dilma e a coalizão em torno de Lula, apostou até sua última ficha que a prisão do ex-presidente seria o cheque-mate do jogo sujo que instaurou no país com sua estratégia de vale-tudo. Porém nem a deposição de Dilma se deu como essas forças planejaram, nem um mar de rosas neoliberal floresceu no país, nem a prisão de Lula encerrou o jogo.

Empurradas para as urnas - uma vez que cogitaram inclusive adiar as eleições -, esses agentes se dão conta de que a cada golpe de sua sequência de golpes em série, Lula, Dilma e a esquerda recuperaram terreno na arena política, e o próprio campo golpista se foi esfarelando.

O PSDB de São Paulo, o mais consistente até as eleições de 2014, virou pó junto com Aécio. Seu candidato a presidente, o protofascista Geraldo Alckmin, foi traído por seu cafajeste favorito, Dória, que tentou esfaqueá-lo para se tornar o candidato do partido a presidente. Não consumando sua traição inteiramente, este se fez engolir a seco como candidato a governador, quando Alckmin jogava todas as suas fichas em Márcio França, seu vice.

Hoje a situação dos tucanos de rapina de São Paulo é esta:
  • seu candidato a presidente patina nos 5%  do eleitorado, perde para Lula e Bolsonaro no estado em que o tucanato governa há um quarto de século, e que deu a Aécio, em 2014, nada menos de que 66,5% dos votos;
  • seu candidato a governador, Dória, vê seus índices de rejeição na Capital explodirem, após abandonar o governo, de péssima gestão, após 15 meses de posse e nada de governo - e é rejeitado pelo próprio candidato a presidente do partido;
  • o governo do estado foi entregue a Márcio França, impedido de apoiar Alckmin, pois está obrigado pelo PSB a apoiar o candidato do próprio PSB, Joaquim Barbosa;
  • Dória e França, ambos da base tucana, se esfaqueiam mutuamente - o primeiro tentando atrair o eleitor tucano, que não se identifica a priori com ele, pois sua identidade é mais DEM do que PSDB; o segundo, se apoiando na máquina do governo e na articulação de com as 645 prefeituras do estado.

Esse, o de São Paulo, é o melhor PSDB do Brasil hoje. No Rio de Janeiro e em Minas, os tucanos estão completamente destruídos. O MDB-máfia de Temer-Jucá  tenta a todo custo se reerguer da lama  e com a lama ocupando o espaço do finado tucanato local desses estados. A intervenção militar no Rio era parte desse golpe, mas todos são unânimes: fracassou.

A tentativa de golpe contra Pimentel em Minas é uma jogada de risco, e não parece de fácil consecução. A provocação, na forma de intervenção federal no estado do Maranhão, também não dá sinais de ir em frente, pois o próprio Temer é posto na defensiva em face novas e consistentes denúncias sobre sua sabida liderança no esquema podre de corrupção pesada no porto de Santos.

Embora a mídia golpista faça contorcionismo para eliminar Lula dos noticiários, desde que que o roteiro de seu encarceramento foi sacramentado pelo STF, Lula não sai do topo das redes sociais, muito mais influentes hoje do que a rede Globo - prova-o massacre midiático sofrido por Lula e o aumento de seu prestígio junto à população, medido pelos mesmos institutos mantidos por essa mídia prostituída.

Quanto mais o golpe impôs sua agenda e sua estratégia de extermínio de Lula, de Dilma, do PT e da esquerda, mais a esquerda se consolidou e aumentou seu prestígio - e mais o próprio polo golpista se esfarelou. A se manter essa polarização (esquerda X golpistas), as eleições de 2018 serão plebiscitárias: o pior dos mundo para a direita, para os traidores do Brasil e para a corja golpista, encrustada nos três poderes da República, máfia que enoja o país e o atirou numa de suas piores crises políticas, econômicas e morais da história.


JEOSAFÁ, professor, foi da equipe do 1o. ENEM, em 1998, e membro da banca de redação desse Exame em anos posteriores. Compôs também bancas de correção das redações da FUVEST nas décadas de 1990 e 2000. Foi consultor da Fundação Carlos Vanzolini da USP, na área de Currículo e nos programas Apoio ao Saber e Leituras do Professor da Secretaria de Educação de São Paulo. É escritor e professor Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo. Autor de mais de 50 títulos por diversas editoras, entre os quais O jovem Mandela (Editora Nova Alexandria);   O jovem Malcolm X A lenda do belo Pecopin e da bela Bauldour, tradução do francês e adaptação para HQ do clássico de Victor Hugo, pela editora Mercuryo Jovem. Leciona atualmente para a Educação Básica e para o Ensino Superior privados.