terça-feira, 31 de janeiro de 2017

VISITANDO O SR. GREEN: VÁ, RIA E CHORE!

Há alguns anos assisti à peça Visitando o sr. Green, de Jeef Baron, então estrelada por Paulo Autran e Cassio Scarpin. Recordo que a atuação hilária dos atores me fez rir sem parar das trapalhadas do velho judeu ranzinza e de sua relação conturbada com o jovem, também judeu, Ross Gardner. Lembro-me também de que voltei para casa exausto de gargalhar e com os músculos do maxilar doloridos pelo mesmo motivo.

No sábado passado (29/01/2017) assisti à peça novamente, agora com Cassio Scarpin na direção e com Sérgio Mamberti e Gustavo Haddad (antes, Ricardo Gelli) no elenco, em atuações primorosas. Porém, embora o riso estourasse na plateia a todo momento,  desde o início, a peça assumiu um clima extremamente emotivo. Sim, ri de ficar com soluços, mas a fragilidade que Mamberti imprimiu em seu mister Green nos faz, depois de rir, segurar o choro.

Quem me conhece sabe que tenho nervos de aço e coração de pedra, mas não foi fácil gargalhar com o nó tão bem dado na garganta pelos diálogos e interpretações engraçadas e melancólicas da dupla que me remetia a Stan Laurel e Oliver Hardy a todo momento.

Ao final da peça, quando mister Green (redivivo pela solidariedade e energia de seu jovem amigo, por decisão condenatória do juiz Kruger obrigado a prestar serviço comunitário à vítima de um "atropelamento" cheio de aspas) grita à porta de seu apartamento, pela qual entrará sua filha, depois de anos de separação,"Entra!", e as luzes se acendem, foi a deixa para eu soltar o ar dos pulmões, aliviado, e rir e chorar ao mesmo tempo.

FICHA TÉCNICA

Teatro Jaraguá (265 lugares)
Novotel Jaraguá
Rua Martins Fontes, 71. Bela Vista
Informações: 3255.4380
Bilheteria: terça a quinta das 16h às 19h, sexta e sábado a partir das 16h, domingo a partir das 15h.
Aceita todos os cartões, débito e crédito. Estacionamento no local: R$ 30. Acesso a deficientes
Vendas:  www.ingressorapido.com.br  e 4003.1212
Sexta às 21h30 | Sábado às 21h | Domingo às 19h
Ingressos: R$ 20
Duração: 90 minutos
Recomendação: 14 anos
Gênero: comédia dramática
Estreou dia 24 de Abril de 2015
Reestreia dia 13 de Janeiro de 2017
Temporada: até 19 de Março
Ficha técnica:
Autor: Jeff Baron
Tradutora: Rachel Ripani
Direção: Cassio Scapin
Assistente de direção: Ando Camargo
Elenco: Sergio Mamberti e Ricardo Gelli / Gustavo Haddad
Cenário: Chris Aizner e Nilton Aizner
Figurino: Fabio Namatame
Luz: Wagner Freire
Trilha sonora: Daniel Maia
Adereços: Nilton Araújo
Fotografia: Ale Catan
Programação Visual: Marcelo- Cordeiro Estúdio Bogari
Vídeo: Leandro Goddinho
Produção executiva: Daniel Palmeira
Assistente de Produção: Uli Alcântara
Coordenação Financeira: Cleo Chaves
Direção de produção: Carlos Mamberti
Realização: CD4 Produções e Mamberti Produções
Patrocínio: Atlas Schindler
Apoio: Itaú
Apoio Institucional: Pronac – Lei Federal de Incentivo à Cultura


Jeosafá, professor, foi da equipe do 1o, ENEM, em 1998, e membro da banca de redação desse Exame em anos posteriores. Compôs também bancas de correção das redações da FUVEST nas décadas de 1990 e 2000. Foi consultor da Fundação Carlos Vanzolini da USP, na área de Currículo e nos programas Apoio ao Saber e Leituras do Professor da Secretaria de Educação de São Paulo. É escritor e professor Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo. Autor de mais de 50 títulos por diversas editoras, lançou em 2013 O jovem Mandela (Editora Nova Alexandria);  em maio de 2015, nos 90 anos de Malcolm X, O jovem Malcolm X, pela mesma editora; no mesmo ano publicou A lenda do belo Pecopin da bela Bauldour, tradução do francês e adaptação para HQ do clássico de Victor Hugo, pela editora Mercuryo Jovem. Leciona atualmente para o a Educação Básica e para o Ensino Superior privados.






sábado, 28 de janeiro de 2017

ELE INCITA O ÓDIO

Ao abordar a questão do linchamento, que é uma realidade no Brasil mais frequente do que desejaríamos, o portal UOL, do grupo Folha de S. Paulo, entrevistou a pesquisadora Ariadne Natal, que definiu o linchamento na frase linkada acima.

Faço então uma pergunta a nós que combatemos o ódio e repudiamos o "olho por olho, dente por dente" (outro nome para o "fazer justiça com as própria mãos"): que faz Sérgio Moro e seus iguais do Ministério Público Federal e da Polícia Federal senão incitar linchamentos virtuais e reais?

Não por acaso ele tornou-se ídolo de uma horda de furiosos convictos, que em suas camisas amarelas da CBF não se envergonham de exaltar torturadores, nem de abertamente irem à porta do hospital em que se encontra internada uma pessoa em estado grave para desejar-lhe a morte, ou literalmente incitarem em comentários de publicações da mídia burguesa (que não só permite esse gênero de disseminação criminosa, como o estimula) o assassinato de Lula e sua família, de militantes petistas, comunistas, socialistas e das causas negras, da mulher, da periferia, dos movimentos sindicais, sociais e LGBT?
Restaurar a democracia é essencial para que incitadores e apólogos de crimes sejam punidos, entre os quais o linchador-mor Sérgio Moro, seus iguais no Judiciário e na Polícia Federal, e a placenta infecciosa que os alimenta: Rede Globo, editora Abril, da famigerada revista Veja, e demais meios de comunicação que se voltam não para a informação, mas para a guerra e para a discórdia.

Jeosafá, professor, foi da equipe do 1o, ENEM, em 1998, e membro da banca de redação desse Exame em anos posteriores. Compôs também bancas de correção das redações da FUVEST nas décadas de 1990 e 2000. Foi consultor da Fundação Carlos Vanzolini da USP, na área de Currículo e nos programas Apoio ao Saber e Leituras do Professor da Secretaria de Educação de São Paulo. É escritor e professor Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo. Autor de mais de 50 títulos por diversas editoras, lançou em 2013 O jovem Mandela (Editora Nova Alexandria);  em maio de 2015, nos 90 anos de Malcolm X, O jovem Malcolm X, pela mesma editora; no mesmo ano publicou A lenda do belo Pecopin da bela Bauldour, tradução do francês e adaptação para HQ do clássico de Victor Hugo, pela editora Mercuryo Jovem. Leciona atualmente para o a Educação Básica e para o Ensino Superior privados.






terça-feira, 24 de janeiro de 2017

PT e PCdoB Golpistas?

PT e PCdoB acertam em não renunciarem ao esforço de conquistar trincheiras de poder no atual Congresso Nacional, o mesmo que golpeou nossa democracia. Se abrirem mão disso, o mais coerente seria a renúncia coletiva de seus respectivos parlamentares, hipótese absurda.

A composição do atual Congresso Nacional, das piores dos último 50 anos no Brasil, é resultado do voto direto. Todos sabemos como o voto de parte significativa da população é manipulado pelo poder econômico e, mais ainda, pelas máquinas ideológicas (mídias, igrejas, clubes e líderes conservadores, escolas de perfil liberal etc.) que escravizam a consciência dos trabalhadores. Aqui a máxima Vox populi, vox Dei não traduz a realidade, pois ela é distorcida pelo dinheiro e pelo canto de sereia do consumo.

Porém disso PT e PCdoB já sabiam quando elegeram seus deputados e senadores, de maneira que, ao legitimarem o estágio em que nossa democracia se encontra, participando das eleições, concordaram em lutar no âmbito da Câmara Federal e do Senado, ainda em condições muitíssimo desfavoráveis.

O fato de a maioria do atual Congresso ter corroborado no golpe de Estado que assistimos colocou para esses dois partidos, em meu ponto de vista, um dilema:

a) partir pura e simplesmente para o ataque aos demais parlamentares, em denúncia do golpe, isolando-se e expondo-se, portanto, a todo tipo de violência de uma maioria realmente inescrupulosa;

b) partir para a denúncia do golpe, todavia assumindo uma atitude defensiva, evitando a todo custo maiores perdas, o isolamento e lutando para ocupar sejam quais forem  as trincheiras que se apresentarem.

Setores hoje do PT e mesmo do PCdoB consideram que, ao participarem de articulações para sucessão das presidências da Câmara e do Senado com perspectivas reais de ocuparem espaços nas mesas das casas, esses dois partidos estariam se curvando àqueles que patrocinaram o golpe de Estado.

Esse raciocínio é equívoco, porque ao se realizarem alianças ocasionais não se assume a identidade do aliado - a não ser que se queira (não me parece que PCdoB e PT queiram semelhanças com golpistas). A questão então não é se esses dois partidos se tornam golpistas ao realizarem negociações com golpistas, mas se deve-se ou não ocupar trincheiras de luta no Congresso, sejam quais forem.

Jeosafá, professor, foi da equipe do 1o, ENEM, em 1998, e membro da banca de redação desse Exame em anos posteriores. Compôs também bancas de correção das redações da FUVEST nas décadas de 1990 e 2000. Foi consultor da Fundação Carlos Vanzolini da USP, na área de Currículo e nos programas Apoio ao Saber e Leituras do Professor da Secretaria de Educação de São Paulo. É escritor e professor Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo. Autor de mais de 50 títulos por diversas editoras, lançou em 2013 O jovem Mandela (Editora Nova Alexandria);  em maio de 2015, nos 90 anos de Malcolm X, O jovem Malcolm X, pela mesma editora; no mesmo ano publicou A lenda do belo Pecopin da bela Bauldour, tradução do francês e adaptação para HQ do clássico de Victor Hugo, pela editora Mercuryo Jovem. Leciona atualmente para o a Educação Básica e para o Ensino Superior privados.






segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

A MORTE DE LULA: PÁGINA NO FACEBOOK

Pode isso, Facebook?
Resposta do Facebook a minha denúncia da página A Morte do Lula A Queda da Dilma e o Fim do Brasil, para o qual a página NÃO VIOLA seus padrões de comunidade:
"Agradecemos por sua denúncia. Você fez a coisa certa ao nos informar sobre isso. Analisamos a Página que você denunciou e apesar de não violar especificamente os nossos Padrões da comunidade, entendemos que a Página ou algo compartilhado nela ainda pode ser ofensivo para você. Queremos ajudar você a evitar conteúdo que não deseja ver no Facebook. Se você acha que algo específico deva ser analisado nesta ou em outra Página, é possível denunciar o conteúdo exato (por exemplo, foto) em vez de toda a Página.
Na lista acima, você também pode bloquear A Morte do Lula A Queda da Dilma e o Fim do Brasil diretamente ou deixar de seguir a Página. Recomendamos visitar a Central de Ajuda para saber mais sobre como controlar o que você vê no seu Feed de Notícias. Se você considera que uma pessoa, grupo ou Página publica frequentemente itens que não são do seu interesse, pode limitar a frequência de exibição dessas publicações ou removê-las de sua experiência do Facebook. Essas opções podem não se aplicar a todas as situações, portanto fale conosco, caso veja algo mais que devamos analisar."
Sem mais, tirem suas próprias conclusões.
Jeosafá, professor, foi da equipe do 1o, ENEM, em 1998, e membro da banca de redação desse Exame em anos posteriores. Compôs também bancas de correção das redações da FUVEST nas décadas de 1990 e 2000. Foi consultor da Fundação Carlos Vanzolini da USP, na área de Currículo e nos programas Apoio ao Saber e Leituras do Professor da Secretaria de Educação de São Paulo. É escritor e professor Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo. Autor de mais de 50 títulos por diversas editoras, lançou em 2013 O jovem Mandela (Editora Nova Alexandria);  em maio de 2015, nos 90 anos de Malcolm X, O jovem Malcolm X, pela mesma editora; no mesmo ano publicou A lenda do belo Pecopin da bela Bauldour, tradução do francês e adaptação para HQ do clássico de Victor Hugo, pela editora Mercuryo Jovem. Leciona atualmente para o a Educação Básica e para o Ensino Superior privados.