terça-feira, 3 de abril de 2018

O CINEASTA DA BALA E SEU MEGANHISMO

Nova entrevista com o cineasta da bala baseado em fatos surreais antecipa próximos episódios de seu meganhismo.

OH!GranDIOsoFÁ: Você ficou dodói com a chuva de balas críticas que o seu Meganhismo vem recebendo pelas redes sociais. Você estava preparado para a troca de bala com bala com balacobaco?

Zé Meganha: Ó grandioso, achei que estava blindado, mas só que não. Veio sapecada de onde eu não imaginava. Se não é o colete a prova de balas da Folha, do Estadão e da Globo, meu Meganhismo tinha ido pro saco.

OH!GranDIOsoFÁ: Mas você não sabe que meganha que não anda na linha acaba levando invertida?

Zé Meganha: Aí foi vacilo meu. Autoconfiança demais, né... Depois do Tropa de Celulite, achei que tava tudo dominado... era só entrar chutando a porta do barraco e coisa e tal...

OH!GranDIOsoFÁ: Parece que não foi bem assim.

Zé Meganha: Não foi e não tá sendo. Todo dia tenho que dar entrevista defendendo o Meganhismo na imprensa amiga, senão os caras deixam cair o moral da tropa e interrompem a série.

OH!GranDIOsoFÁ: Corre esse risco, mesmo, mermão?

Zé Meganha: Putz! Se pá, pum! Pensei que os donos do quartel estavam mais interessados em bang bang, mas os caras só pensam em dinheiro. Quando perguntaram pra mim se eu tinha bala na agulha, pensei que fosse calibre 38, 45, tal e pá. Mas não, bala na agulha para eles é dólar.

OH!GranDIOsoFÁ: Quer dizer que se a patacoada que tu faz não encher os bolsos da Netqualquercoisa, teu Meganhismo vira presunto vencido?

Zé Meganha: Tá uma pressão foderosa em cima de moá, véi. Já apareci até com boné camuflado para ver se a maré vira, mas tá mais é virando pra cima de moá.

OH!GranDIOsoFÁ: Será que seu Maganhismo saiu pela culatra?

Zé Meganha: Meu, já xinguei a esquerda de tudo que é nome pra ver se paravam de cancelar assinatura da Netqualquercoisa. Entrei até na campanha pra prender neguinho (branquinho da Barra da Tijuca, não) na segunda martelada do juiz, mas parece que o morro desceu pra cima de moá, e não era Carnaval.

OH!GranDIOsoFÁ: Tu achou que ia se dar bem, né não?

Zé Meganha: Achei, véi. Pior que achei. Agora acho que entrei de Zé e tou saindo de mané.

OH!GranDIOsoFÁ: Já dizia o Kid Moringueira: "Erro de malandro é achar que todo mundo é otário".

Zé Meganha: Pódicrê, Grandioso. Vacilei, virei borsa.

JEOSAFÁ, professor, foi da equipe do 1o. ENEM, em 1998, e membro da banca de redação desse Exame em anos posteriores. Compôs também bancas de correção das redações da FUVEST nas décadas de 1990 e 2000. Foi consultor da Fundação Carlos Vanzolini da USP, na área de Currículo e nos programas Apoio ao Saber e Leituras do Professor da Secretaria de Educação de São Paulo. É escritor e professor Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo. Autor de mais de 50 títulos por diversas editoras, entre os quais O jovem Mandela (Editora Nova Alexandria);   O jovem Malcolm X A lenda do belo Pecopin e da bela Bauldour, tradução do francês e adaptação para HQ do clássico de Victor Hugo, pela editora Mercuryo Jovem. Leciona atualmente para a Educação Básica e para o Ensino Superior privados.



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