terça-feira, 10 de abril de 2018

A EQUAÇÃO LULA É UM FURACÃO


As forças, muitas das quais escondidas na sombra, a exemplo dos EUA, não conseguem resolver uma equação que julgaram simples demais: a equação Lula.

Com o golpe contra a presidenta Dilma e o encarceramento de Lula, as forças do golpe de Estado davam por certo livre o caminho para fazerem do país uma neocolônia de exploração exclusiva dos EUA. Porém a forma como Dilma resistiu e vem resistindo e a forma como Lula reage às cartas marcadas dos gorilas de Curitiba, retomando sempre a ofensiva, acrescentam incógnitas sobre incógnitas à equação que, assim, se vai complicando e assumindo feições de verdadeira metamorfose ambulante.

Os golpistas julgaram que a prisão de Lula solucionava a equação principal do golpe, o que lhes abriria um verdadeiro clarão no tabuleiro do xadrez político que armaram. Porém vão descobrindo que cada movimento contra Lula tem como resultado algum efeito colateral fortemente desastroso para o próprio golpe, resultante das reações inesperadas do próprio Lula. A equação cresce em progressão e em complexidade, gira, forma um vórtice e vai engolindo tudo a sua volta.

O mandado ilegal de prisão - não impetrado, mas cometido, pois se trata de um ato que afronta o próprio STF -  deu a Lula um palanque global. No país e no mundo as atenções estão voltadas para Lula e os próximos episódios de sua jornada épica. Moro não tem mais o que fazer em seu xadrez tosco: perdeu seu último movimento no tabuleiro jurídico e assiste agora o jogo saltar para a arena política. Lula está preso, mas a um palanque colossal que o vaidoso e limitado juiz de província foi montando como um enxoval de noiva.

JEOSAFÁ, professor, foi da equipe do 1o. ENEM, em 1998, e membro da banca de redação desse Exame em anos posteriores. Compôs também bancas de correção das redações da FUVEST nas décadas de 1990 e 2000. Foi consultor da Fundação Carlos Vanzolini da USP, na área de Currículo e nos programas Apoio ao Saber e Leituras do Professor da Secretaria de Educação de São Paulo. É escritor e professor Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo. Autor de mais de 50 títulos por diversas editoras, entre os quais O jovem Mandela (Editora Nova Alexandria);   O jovem Malcolm X A lenda do belo Pecopin e da bela Bauldour, tradução do francês e adaptação para HQ do clássico de Victor Hugo, pela editora Mercuryo Jovem. Leciona atualmente para a Educação Básica e para o Ensino Superior privados.

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