sábado, 24 de fevereiro de 2018

NÃO VAI TER COPA NOVAMENTE?

 São Paulo, 17 de junho de 2013.
O diário secreto das Copas é uma ficção que explora fatos históricos relacionados diretamente às edições da Copa do Mundo. Iniciando-se no ano de 2013, o enredo retorna nas páginas do diário ao distante ano de 1930, quanto a então adolescente Kátia, de treze anos de idade, encontra na capital do Uruguai, durante a primeira Copa do Mundo, o amor de sua vida, Martin, quatro anos mais velho.  Ambos são brasileiros em viagem, e nem sempre o tempo e a história estarão a seu favor.

Daí em diante, todas as Copas do Mundo serão visitadas, inclusive a de 2014, do Brasil, cujo período preparatório envolve  as megamanifestações de junho de 2013, ocorridas no âmbito da Copa das Confederações, e objetivos pouco claros, mas cujo roteiro ia da manifestação pacífica inicial ao quebra-quebra e à violência final, de consequência imprevisíveis e que, tudo indica, projeta sombras, expectativas e receios sobre junho de 2014.
Seleção da Itália faz saudação fascista a Mussolini.
Copa da Itália, 1934.
Cada capítulo do diário tem uma abertura com sinopse precisa da respectiva Copa,  o texto da ficção e uma contextualização histórica, que serve de pano de fundo para ambos. Amor, saudade, alegria, tristezas, terremotos, vitórias, revoluções, guerras, impeachment, manifestações de jovens e protestos gigantescos realmente ocorridos formam o  túnel do tempo em que o diário e seus personagens viajam.

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Em O diário secreto das Copas amor e aventura, verdade e ficção científica se misturam, a partir do contexto oferecido pelas Copas do Mundo, de 1930 a 2014. Quando em 2013 Kátia, amiga de turma da adolescente Lubna, desaparece inexplicavelmente, um enredo de mistério e amizade, eventos esportivos e paixão, história brasileira e mundial se desenrola vertiginosamente.

Kátia é filha de um talento científico russo que, ainda jovem, quando do fim da União Soviética, fugiu da perseguição dos serviços secretos do novo regime. No Brasil, iniciou pesquisas, e também misteriosamente desapareceu.

Em meio a esses sumiços inexplicáveis, a avó de Lubna morre, mas lhe deixa de herança um diário no qual amor, amizade, cataclismos geológicos, guerras, revoluções e um segredo estão depositados.

A ascensão do fascismo e do nazismo na Europa, por exemplo, é descrita a partir de pesquisa cuidadosa, que situa o papel destinado  ao esporte por Mussolini e Hitler na propaganda de guerra que estão preparando. Em 1938, na copa da França, Alemanha e Itália foram vaiadas. Na foto acima, seleção italiana, sob vaia, saúda torcedores franceses com gesto fascista. Alíás, nessa Copa, a seleção italiana, empregou em várias ocasiões, ao invés de seu tradicional uniforme azul e branco, um uniforme preto, empregado pelas milícias fascistas.


JEOSAFÁ, professor, foi da equipe do 1o. ENEM, em 1998, e membro da banca de redação desse Exame em anos posteriores. Compôs também bancas de correção das redações da FUVEST nas décadas de 1990 e 2000. Foi consultor da Fundação Carlos Vanzolini da USP, na área de Currículo e nos programas Apoio ao Saber e Leituras do Professor da Secretaria de Educação de São Paulo. É escritor e professor Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo. Autor de mais de 50 títulos por diversas editoras, entre os quais O jovem Mandela (Editora Nova Alexandria);   O jovem Malcolm X A lenda do belo Pecopin e da bela Bauldour, tradução do francês e adaptação para HQ do clássico de Victor Hugo, pela editora Mercuryo Jovem. Leciona atualmente para a Educação Básica e para o Ensino Superior privados.


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