domingo, 4 de junho de 2017

DOSSIÊ DALLAGNOL: O CARRASCO DA VEZ DE LULA

Deltan Dallagnol é filho do procurador de justiça Agenor Dallagnol. Protestante da igreja Batista, é formado em direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e mestre em direito por Harvard. É procurador do MPF desde 2003, e especialista em crimes contra o sistema financeiro nacional  e lavagem de dinheiro, com atuações em casos como o do Banestado; atualmente coordena e integra a força-tarefa da Operação Lava Jato.

Casado e pai de um casal de filhos, Dallagnol se apresenta no twitter e redes sociais como “um seguidor de Jesus”, e "líder de célula religiosa". Com a família, frequenta a Igreja Batista do Bacacheri, em Curitiba.

O coordenador da força-tarefa da Lava-Jato é movido por sua fé. Deltan Martinazzo Dallagnol acredita que pode mudar a forma de combater a corrupção no país. De cabelo bem aparado, óculos de aro fino e trajado de terno preto, gosta das câmeras de TV e corre na direção delas sempre que fabrica um novo ato bombástico da Operação — o mais recente é o pedido de condenação em regime fechado contra o ex-presidente Lula.

A imagem de Dallagnol também se associou às 10 medidas de combate à corrupção, cujo animador mor, também procurador, Ângelo Goulart Villela, foi preso recentemente por corrupção, envolvido na delação dos donos da JBS, por vazar informações sob segredo de justiça exatamente para os investigados. (Para saber mais, clique aqui).

Em busca de apoio, o procurador peregrinou por igrejas batistas.

Porém, ruim de discurso e pior ainda de powerpoint, seu sucesso mesmo entre os fiéis de sua igreja anda balançando. Que pastor midiático esperaria que seu rebanho virasse as costas e saísse do templo no momento em que seu púlpito fosse entregue a um procurador responsável pela Lava Jato? Pois isso ocorreu em agosto passado na igreja da Lagoinha, em Belo Horizonte, no “culto fé” dirigido pelo pastor e cantor André Valadão.

Enquanto Dallagnol falava, apresentando um powerpoint, as pessoas começaram a sair do templo, esvaziando o local (confira clicando aqui).

Em 2014, no início da Lava-Jato, viajou para surfar na Indonésia, o que revela um estilo de vida bem pouco modesto para quem tanto vende para as câmeras a imagem de bom moço, recatado e do lar.

Embora pose de bom moço, e receba um salário de marajá do judiciário, foi flagrado na compra de dois apartamentos do Minha Casa Minha Vida para especular no mercado imobiliário.

Suas ligações, e as de Sérgio Moro, com serviços secretos dos EUA são um escândalo à parte, mas que toda a impresa conhece. Ele e o juizeco de Curitiba repassam ao FBI e ao Departamento de Estado norte americano informações privilegiadas da Petrobrás e das empreiteiras investigadas, bem como intemedeiam ilegalmente depoimentos de réus brasileiros a autoridades daquele país, interessado em abocanhar o pré-sal e o trilhonário mercado da construção civil (sobre isso clique aqui e leia mais).

Cada vez mais questionado por suas "convicções" sempre desacompanhadas de provas, em debates, ouve juristas reclamarem do teor de suas acusações, consideradas pesadas contra os réus, capazes de criar um Estado policialesco.

Na 96a. Assembleia da Convenção Batista Brasileira, ele afirmou:

“O meu único objetivo de estar no Ministério Público desde que eu ingressei, em razão do meu perfil cristão, é estar lá para buscar fazer justiça, buscar amar o próximo distribuindo a justiça e dando o meu melhor para que a justiça seja feita no nosso País”.

Só não se informou o ilustre procurador de que o Estado brasileiro é laico e que ele não foi concursado para usar o cargo para realizar a justiça divina pelo ótica de sua igreja em particular.
Evangélico ou maçon?
Na verdade, Dallagnol, como Sérgio Moro, faz parte de um esquema ultraconservador, ligado ao PSDB e ao DEM (clique aqui e veja as amizades do bonitinho), cujo objetivo é destruir a esquerda brasileira empregando o álibi fácil da corrupção. Sob a ação desses dois "paladinos da justiça" da rede Globo, bilhões do escândalo Banestado escorreram sob seus narizes direto para fora do país. Os investigados nunca foram punidos e Youssef, verdadeiro sócio de Moro em processos bilionários, após "delatar", mas não muito, nesse escândalo e sair impune, voltou a delinquir, a delatar e a ser solto pelo mesmo Sérgio Moro, agora na operação Lava Jato. Condenado a 121 anos de prisão, ele não cumpriu mais de três, saiu livre, por decisão de Moro, e com o dinheiro no bolso (clique aqui e leia mais).

Para Dallagnol "Deus colabora com a Lava Jato", porém ele só não disse em favor de quem o Deus dele colabora, uma vez que tucano, por mais denunciado com provas que seja (e são, e muito!), nenhum foi preso e sequer indiciado por ele e Moro.

Em abril deste ano disse que "sem provas, não faríamos acusação a Lula". Porém, no apagar das luzes desta semana, nas considerações finais do famigerado processo do Triplex, não apresentou uma única prova sequer, baseando seu pedido de condenação em regime fechado do ex-presidente em "juízo de convicção", pinçado em um livro autobiográfico que lançou recentemente em busca de promoção pessoal, e em citações de Rosa Weber  (aparentada de Aécio Neves por parte de prima, Letícia Weber, casada com ele) no processo do mensalão, no qual condenou José Dirceu assumidamente sem provas porque "a jurisprudência permitia".

Esse é o naipe do procurador de holofotes, que se fundamenta no "senso comum", como afirma, ao invés de basear no senso de justiça (ou do ridículo), que exige a condenação, sem provas, de Lula, em regime fechado, com a pena máxima que seu "juízo de convicção" religiosa, lhe inspira.

Fontes: Consciência Cristã News; Conversa Afiada, Diário do Centro do Mundo, Falando Verdades, GGN, Notícias Gospel Mais, Outras Palavras, Tijolaço, UOL, Vi o Mundo.

Grato pela leitura.
Meus artigos são escritos entre pilhas de provas e trabalhos de meus alunos.  
  
Jeosafá, professor, foi da equipe do 1o, ENEM, em 1998, e membro da banca de redação desse Exame em anos posteriores. Compôs também bancas de correção das redações da FUVEST nas décadas de 1990 e 2000. Foi consultor da Fundação Carlos Vanzolini da USP, na área de Currículo e nos programas Apoio ao Saber e Leituras do Professor da Secretaria de Educação de São Paulo. É escritor e professor Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo. Autor de mais de 50 títulos por diversas editoras, lançou em 2013 O jovem Mandela (Editora Nova Alexandria);  em maio de 2015, nos 90 anos de Malcolm X, O jovem Malcolm X, pela mesma editora; no mesmo ano publicou A lenda do belo Pecopin e da bela Bauldour, tradução do francês e adaptação para HQ do clássico de Victor Hugo, pela editora Mercuryo Jovem. Leciona atualmente para a Educação Básica e para o Ensino Superior privados.

4 comentários:

  1. É assustador ver tão claramente que estamos numa ditadura judicial-midiática.

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  2. É cristão e frequenta a maçonaria. Um lobo vestido de cordeiro.

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  3. sinistro isso cara muito sinistro, SINCERAMENTE não sei como o ex presidente lula aguenta toda essa pressão vindo de todos os lados, tem que ser muito forte, que DEUS lhe de muita força.


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  4. Este é o próprio Demônio,que usa nome de Jesus em vão,pois não segue nada do que Jesus falou,ensinou,como acusar uma pessoa sem a mínima prova?Jesus jamais faria isso.Ele é tudo menos religioso,sem vergonha na cara se sabe.

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