sexta-feira, 21 de abril de 2017

O CONTO DO VIGÁRIO DE SÉRGIO MORO

Na ausência total de provas contra Lula,  escondido na toga, o político tucano Sérgio Moro foi forçado a criar uma narrativa que se apresente como álibi para prender e condenar Lula, nessa ordem. Porém os personagens de seu conto do vigário insistem em estragar seu enredo de ficção de 5a. categoria.

Enfim, o protagonista do mais recente conto do vigário de Sérgio Moro, o empresário Léo Pinheiro, da OAS, entrou em cena para falar o script (em português, roteiro), decorado a partir de ensaios combinados com outros atores corruptos e atocaiados na sombra do Ministério Público Federal.

O que resultou desse conto do vigário mal escrito, mal ensaiado e mal interpretato por Léo Pinheiro  e transmitido ao vivo via internet por Moro foi uma atuação digna de vaia, de todo o elenco, incluso o diretor do mau espetáculo.

Caso Sérgio Moro tivesse o mínimo dissernimento teatral, pois jurídico já deu sucessivas mostras de que não tem nenhum, teria interrompido a peça e solicitado a devolução do dinheiro dos ingressos dos internetespectadores. A sinopse da péssima leitura dramática dirigida por Sérgio Moro é a seguinte:

1. O Triplex do Lula É DA OAS - e consta como ativo da empresa apresentado em sua recuperação judicial.

2. Léo Pinheiro tinha provas de que Lula é corrupto, mas Lula o mandou destruir essas provas e ele, Léo Pinheiro, as destruiu (faltou aqui contrar a claque para dar risadas, como nos programas de humor sem graça da rede Globo).

Seria um conto da Carochinha, não fosse um conto do vigário, no qual só cai quem for muito, mas muito, mas muito otário. Quantos de camisa amarela estariam dispostos a pagar esse ingresso e a assisitr até o fim uma farsa tão mal escrita e ainda pior interpretada?


Jeosafá, professor, foi da equipe do 1o, ENEM, em 1998, e membro da banca de redação desse Exame em anos posteriores. Compôs também bancas de correção das redações da FUVEST nas décadas de 1990 e 2000. Foi consultor da Fundação Carlos Vanzolini da USP, na área de Currículo e nos programas Apoio ao Saber e Leituras do Professor da Secretaria de Educação de São Paulo. É escritor e professor Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo. Autor de mais de 50 títulos por diversas editoras, lançou em 2013 O jovem Mandela (Editora Nova Alexandria);  em maio de 2015, nos 90 anos de Malcolm X, O jovem Malcolm X, pela mesma editora; no mesmo ano publicou A lenda do belo Pecopin e da bela Bauldour, tradução do francês e adaptação para HQ do clássico de Victor Hugo, pela editora Mercuryo Jovem. Leciona atualmente para a Educação Básica e para o Ensino Superior privados.



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