segunda-feira, 10 de abril de 2017

MORO NÃO REÚNE CONDIÇÕES SEQUER MORAIS PARA JULGAR LULA

Ele persegue e tortura psicologicamente suas vítimas; comete crimes aberrantes contra a Constituição; organiza esquema clandestino para destruir por ódio seus inimigos e  para proteger amigos, empregando maus funcionários do Ministério Público e da Polícia Federal; financia filme com dinheiro da corrupção para atacar réu a quem cabe julgar; considera que dinheiro criminoso de propina tucana na Suíça não faz mal a ninguém e... quer julgar Lula.

Porém, como a situação do golpe de Estado vai se deteriorando a olhos vistos, a cada palavra que Sérgio Moro diz, sua língua tucana se enrosca no bico. Em Harvard, tentando justificar por que não prende tucanos envolvidos em corrupção, saiu com a pérola transcrita acima, numa antecipação de sua sentença esdrúxula que inocentou Cláudia Cruz, a corrupta e esbajadora esposa do não menos corrupto Eduardo Cunha, que obteve esse "resgate" de Moro para não dar com a língua nos dentes e delatar toda sua máfia, de que o próprio Moro faria parte, data venia, excelência.

Já em 10/04/07, ao colher delações de Marcelo Odebrecht à base do "você diz o que eu quero ouvir e eu te solto", o suposto juiz, durante o próprio depoimento, que ocorreu sob segredo de justiça, foi avisado de que a audiência estava sendo vazada on line em tempo real por um site de direita.

Quem vazou? O próprio suposto, que inocentou a mulher de Cunha afogada em provas de corrupção da grossa e condenará Lula e tentará prendê-lo (não necessariamente nessa ordem), sem prova alguma, não em nome da justiça, mas em nome de seu projeto de poder, que está desmilinguindo, intimamente ligado aos do PSDB, cujo presidente Aécio Neves foi flagrado em interceptação telefônica que estarreceu o país, na qual, na parte mais branda, ele encomenda o assassinato do próprio primo, encarregado de transportar mala abarrotada de dinheiro de  propina.

Cabe aos democratas, trabalhadores e movimentos sociais exigirem o afastamento imediato de Moro não só do processo movido por ele contra o presidente Lula, mas de toda a Lava Jato e da própria magistratura, pois não há a menor possibilidade de ele agir com a mínima isenção reclamada pela toga.

Moro não é apenas inimigo de Lula e tem interesse pessoal e político direto em sua condenação: ele não reúne condições básicas sequer para o exercício do cargo que ocupa.

Por isso não pode e não deve julgar nem Lula nem ninguém. E suas sentenças precisam ser reformadas por um verdadeiro Juiz, com "J" maiúsculo.

Grato pela leitura. Estes artigos são escritos entre pilhas de provas e trabalhos de meus alunos.

Sobre o vazamento em tempo real, leia clicando aqui.
Jeosafá, professor, foi da equipe do 1o, ENEM, em 1998, e membro da banca de redação desse Exame em anos posteriores. Compôs também bancas de correção das redações da FUVEST nas décadas de 1990 e 2000. Foi consultor da Fundação Carlos Vanzolini da USP, na área de Currículo e nos programas Apoio ao Saber e Leituras do Professor da Secretaria de Educação de São Paulo. É escritor e professor Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo. Autor de mais de 50 títulos por diversas editoras, lançou em 2013 O jovem Mandela (Editora Nova Alexandria);  em maio de 2015, nos 90 anos de Malcolm X, O jovem Malcolm X, pela mesma editora; no mesmo ano publicou A lenda do belo Pecopin e da bela Bauldour, tradução do francês e adaptação para HQ do clássico de Victor Hugo, pela editora Mercuryo Jovem. Leciona atualmente para a Educação Básica e para o Ensino Superior privados.

http://www.lojanovaalexandria.com.br/catalogsearch/result/?q=era+uma+vez+no+meu+bairro

14 comentários:

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    1. Sinto alguém covarde se escondendo no anonimato para ameaçar... Porém você estava logado quando comentou, RODRIGO ROZENDO, de maneira que foi fácil saber sua identidade. Tome coragem e assuma seus comentários. É mais elegante... Ou então seja mais competente quando for fazer comentários anônimos.

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  2. Um texto muito bem redigido e coeso. Um estilo impecável! Parabéns, professor!

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    1. Prezado Manoel, agradeço o estímulo. Escrevo esses textos enquanto corrijo provas e trabalhos de meus alunos, preencho diários escolares e faço e refaço planejamentos. É uma das formas que encontrei para contribuir para a luta contra o autoritarismo que esmaga o Brasil hoje.

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  3. Moro tem um colegiado de desembargadores que podem revisar suas decisões. É,como já foi dito, um simples juiz de 1a instância. Acreditar que basta falar o que eu quero ouvir é mais do que suficiente, não leva é consideração o princípio da delação premiada que é exatamente a consistência da informação. Moro acerta quando expõe as feridas, olhe como está o Brasil atual.Desemprego, descrédito internacional..Não foi obra do Moro ...

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    1. Prezado "siqmiles". A quem tenta convencer com essa conversa mole? Por acaso toma o autor e os leitores deste blog por idiotas?

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  4. E sobre os recentes vazamentos Doutores Moro e Dallagnol deram declarações que é uma pouca-vergonha (no popular).
    Caixa 2 já não é mais crime.
    E quanto ao Dr. Dallagnol: "e se fosse o Lula que tivesse comprado os dois imóveis da Minha Casa Minha Vida só para especular?".

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    1. Prezado amigo, nosso judiciário está corroído até o osso.

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  5. Todos sabe que moro (com letra minúscula) não tem isenção para julgar. Digo mais, nem moro e nem parte dos que estão nos tribunais superiores. Tudo isto só não é mais vergonhoso porque destes sujeitos não há que se esperar coisa boa. Praticam um desserviço a nação, as custas do trabalho alheio, que o trabalho que exercem não servem ao povo.

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    1. Prezado colega, Moro é desprovido de dois freios morais essenciais: vergonha e culpa.

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  6. Indo para a lista dos favoritos... Bacana demais, o blog! Parabéns, Professor!

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    1. Obrigado pela força, Carlos. Escrevo esses artigos entre pilhas de trabalhos e provas. ABS.

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  7. Para além desse raciocínio, professor, gostaria que você expusesse sua opinião de como teremos que agir para contribuirmos com o avanço da nossa democracia. Sou médico com 30 anos de profissão e sempre tive horas de trabalho voluntário, não em igrejas, mas no proprio local de trabalho (publico e privado) para contribuir com a diminuição do sofrimento coletivo

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    1. Prezado dr. Antonio: Sou professor e como o sr. realizo trabalhos voluntários com jovens e outros públicos, seja por meio da língua e da literatura, seja por meio do cinema (sou cineclubista também). Porém isso é insuficiente. O trabalho que o senhor eu realizamos (e também uma de minhas irmãs, também médica, como o sr., no Rio de Janeiro) é essencial, deve continuar, sempre que possível agregando outras pessoas, mas influi apenas nas micro-relações. O problema pelo qual o país passa exige ações no nível das macro-relações. É preciso eliminar o poder de influência do dinheiro, legal ou ilegal, na política, na imprensa e no Judiciário, pois isso promove uma perversão grotesca das instituições em escala astronômica. É preciso que nas próximas eleições legislativas e executivas sejam eleitas pessoas que tenham projetos concretos para eliminar essa influência. Salários astronômicos de políticos, juízes e funcionário públicos devem ser abolidos. Juízes da suprema corte devem ser eleitos para mandatos com tempo determinado, como nos poderes Executivo e Legislativo, sem direito a reeleição. O uso da imprensa para fins de grupos políticos deve ser duramente punido, assim como o monopólio os meios de comunicação, proibido pela Constituição, mas exercido por um punhado de famílias e políticos ao arrepio das leis. A representação de setores dos trabalhadores e da classe média nos três poderes precisa se equacionada. Em razão dessa sub-representação, esses setores são esmagados tanto nas câmaras e assembleias legislativa, quanto no Judiciário, onde impera o poder das grandes corporações. São algumas ideias que venho amadurecendo há tempos. É preciso aproveitar o sofrimento que estamos vivendo para atacar suas causas: a influência do poder econômico sobre o Estado - seja por meio de leis que o favorecem, seja pela corrupção que ele (o poder econômico) financia. Continuemos nossa conversa, pois não podemos deixar para nossos filhos e netos um país pior do que encontramos. Vozes como a do senhor precisam ecoar mais alto e forte. Abraço forte e parabéns por sua ação voluntária.

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