terça-feira, 25 de abril de 2017

MORO À BEIRA DE UM ATAQUE DE NERVOS

Um dia Moro quer ver Lula 87 vezes, noutro, diz que vai adiar o depoimento de Lula que ele mesmo marcou com meses de antecedência. Preparem a camisa de força para esse cavalheiro.

O massacre da rede Globo nos últimos dias e o chilique de Moro (que, de raiva, disse querer ver Lula 87 vezes nos próximos meses) falharam grotescamente, e tiveram como consequência uma desorientação geral na República Clandestina de Curitiba, particularmente em seu verdugo-mor.

Após o bizarro depoimento de Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, usado para fazer cortina de fumaça às delações da Odebrecht (que afundaram o PSDB, com Aécio, Álckmin, Serra e FHC dentro) a ofensiva Globo-Moro tinha por objetivo promover um linchamento público de Lula.

Era para dar certo, estava tudo combinado, mas... deu ruim. O depoimento de Léo Pinheiro foi uma montanha que pariu um ratinho, e a bateção de lata da Globo deu tanto na vista que a primeira pesquisa eleitoral após mais essa presepada apontou subida vertiginosa de Lula nas pesquisas eleitorais, uma das quais encomendada pela própria empresa mafiosa dos Marinho.

Diante do fiasco, Moro diz, mas não confirma ainda, que vai adiar o tete-a-tete do dia 3 de maio com Lula. Mudança como essa não se deve a uma só razão. Na verdade, Moro, extremamente vaidoso, megalômano e afeito aos holofotes da mídia, marcou esse depoimento de Lula confiando que essa data apanharia o ex-presidente em maré vazante e ele, Moro, em maré cheia. Porém, deu-se o exato contrário. Lula, quanto mais massacrado pela mídia, mais ganha a simpatia das pessoas, Moro quanto mais delações fajutas colhe, mais se perde em seu labirinto de mentiras, trapaças e vaidades.

Assim como disse que quer ver Lula 87 vezes, para dias depois dizer que não quer vê-lo tão cedo, o juiz à beira de um ataque de nervos pode mandar prender Lula a qualquer momento, sem outra razão que não seja sua desorientação psíquica, que não é produto de nenhuma labirintite.


Jeosafá, professor, foi da equipe do 1o, ENEM, em 1998, e membro da banca de redação desse Exame em anos posteriores. Compôs também bancas de correção das redações da FUVEST nas décadas de 1990 e 2000. Foi consultor da Fundação Carlos Vanzolini da USP, na área de Currículo e nos programas Apoio ao Saber e Leituras do Professor da Secretaria de Educação de São Paulo. É escritor e professor Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo. Autor de mais de 50 títulos por diversas editoras, lançou em 2013 O jovem Mandela (Editora Nova Alexandria);  em maio de 2015, nos 90 anos de Malcolm X, O jovem Malcolm X, pela mesma editora; no mesmo ano publicou A lenda do belo Pecopin e da bela Bauldour, tradução do francês e adaptação para HQ do clássico de Victor Hugo, pela editora Mercuryo Jovem. Leciona atualmente para a Educação Básica e para o Ensino Superior privados.

3 comentários:

  1. Belo artigo! Parabéns.
    O problema é que o bombardeio negativo não deixa de fazer estragos e esse juiz insano pode cometer outra arbitrariedade a qualquer momento.

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    1. Concordo contigo, gle. Grato pelo elogio. Esses artigos são escritos entre pilhas de provas e trabalhos de meus alunos. Sem destruirmos politicamente Moro, ele atingirá seu objetivo final. É isso que temos de fazer se não quisermos afundar na pior ditadura. Abs.

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  2. Psicopata! Fanático! Perturbado!

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