domingo, 5 de março de 2017

O MONOMANÍACO DE UMA NOTA SÓ

O suposto juiz (nas palavras do jurista Bandeira de Mello) Sérgio Moro teve uma recaída por haver perdido os holofotes da mídia para os escândalos protagonizados por Michel Temer e sua máfia criminosa de dezembro passado até estes dias de março, então resolveu dar piti e aparecer, marcando data para se encontrar cara a cara com o objeto detonador de seu transtorno psicótico obsessivo compulsivo: Lula.

Embora a imprensa não tenha dado destaque maior a esse surto do suposto juiz (que inocentou e livrou da cadeia TODOS os corruptos do caso Banestado, TODOS ligados ao PSDB, de que seu pai é fundador e ele advogado de defesa em tempo integral), a audiência agendada por ele para não desaparecer dos noticiários resulta em mobilização nas redes sociais: caravanas de todo o país estão sendo programadas para o dia 3 de maio, data para o surto programado, rumo à Curitiba, com o propósito de prestar apoio ao presidente Lula.

Porém é preciso fazer aqui um adendo na monomania de Moro.

Em face de um STF, de um Ministério Público Federal e de uma Polícia Federal partidarizados, corrompidos até a medula, e covardes o suficiente para não enfrentar Lula tete a tete, esses órgãos, que se tornaram a verdadeira cloaca magna de nossa democracia, escalam no xadrez sórdido do golpe de Estado um peão de primeira instância para pôr em xeque-mate o rei, não um "príncipe", como ele diz somploriame, que arrasta multidões atrás de si.

É  jogada ousada, sem dúvida, pois se obtiverem sucesso, Lula terá sido derrotado por um relé anão moral psicótico mono e megalomaníaco. Se der errado, porém, e é possível que dê (o diferencial aqui será o que a condenação de Lula pode resultar em termos de protestos violentos pelo país, de consequências imprevisíveis), se der ruim pra eles, dizia, uma só tempestade perfeita varrerá Executivo, Legislativo e Judiciário federais, três instâncias completamente apodrecidas, que, numa restauração democrática, terão de sofrer profundas reformas, não sem antes a punição exemplar dos golpistas criminosos.


Jeosafá, professor, foi da equipe do 1o, ENEM, em 1998, e membro da banca de redação desse Exame em anos posteriores. Compôs também bancas de correção das redações da FUVEST nas décadas de 1990 e 2000. Foi consultor da Fundação Carlos Vanzolini da USP, na área de Currículo e nos programas Apoio ao Saber e Leituras do Professor da Secretaria de Educação de São Paulo. É escritor e professor Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo. Autor de mais de 50 títulos por diversas editoras, lançou em 2013 O jovem Mandela (Editora Nova Alexandria);  em maio de 2015, nos 90 anos de Malcolm X, O jovem Malcolm X, pela mesma editora; no mesmo ano publicou A lenda do belo Pecopin da bela Bauldour, tradução do francês e adaptação para HQ do clássico de Victor Hugo, pela editora Mercuryo Jovem. Leciona atualmente para a Educação Básica e para o Ensino Superior privados.




3 comentários:

  1. Cara Edilene: Desmascarar esse personagem ridículo é papel de todos que amam a democracia e a liberdade. Abração.

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  2. Teremos que blindar Lula de uma forma nunca vista por causa deste idiota que trabalha para o imperialismo internacional.

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    1. E vamos blindar LULA com o escudo mais potente que existe: o povo!

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