quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

SE TODOS FOSSEM NO MUNDO IGUAIS A VOCÊ

Marisa Letícia encarna os melhores valores da mulher trabalhadora do mundo, é por isso que a classe média, o patronato e a burguesia em geral nutre por ela um ódio visceral, que não se resume ao fato de ela ser a companheira inseparável do primeiro operário a ocupar a presidência da república.

Sua garra e espírito de solidariedade é igual à de milhões de mulheres operárias pelo Brasil e o mundo, que enfrentam a dupla jornada de trabalho, cuidam dos filhos com amor e fé, e dos maridos, que mesmo entre as classes trabalhadoras ainda não fizeram o suficiente para tirar um pouco do peso que recai sobre suas companheiras.
Ela encarna a mulher trabalhadora que, por amor e por seus sonhos, faz os maiores sacrifícios, suportando suas cargas imensas, típicas de uma sociedade injusta para com as mulheres, e ainda as de seus parceiros; sim, pois além de suas próprias inseguranças e loucuras, pois todos as temos, elas seguram ainda, literalmente, a barra de nós homens, que em matéria de incoerência e loucura costumamos caprichar nas doses e na frequência.

Marisa representa a mulher companheira que não abre mão de seu espaço, que não se submete, que não se confunde com o parceiro e que cultiva e irradia sua luz própria. Isso também provocou os instintos cruéis de nossa burguesia, que reserva para a mulher recatada e do lar o papel secundário de, na melhor das hipóteses, vaso de flor para cenário de festa.

Para mulheres como ela Vinicius de Moraes e Tom Jobim compuseram Se todos fossem iguais a você. Mulheres com quem se pode contar nos momentos duros da vida, pois têm uma força e uma serenidade inata; enxergam muito além do que a vista comum alcança; pressentem a quilômetros o perigo e, em face dele, tomam à frente para preservar os seus entes queridos. Mulheres como essas não morrem nunca. Portanto, Marisa está viva! Viva em todas as outras mulheres de que felizmente o mundo está repleto, mas que não aparecem na rede Globo, e quando aparecem, para me desmentir, é para serem achincalhadas em caricaturas infames.

Porém felizmente há nisso justiça, uma vez que receber elogios do clã Marinho e dos demais que monopolizam os meios de comunicação, escravizam as mentes de milhões e formam manadas de furiosos gordos de ódio, receber elogio deles, digo, seria uma ofensa e uma perfídia que Marisa Letícia e as mulheres trabalhadoras do Brasil e do mundo não merecem.
"A primeira bandeira do PT fui eu que fiz. Tinha um tecido vermelho, italiano, um recorte, guardado há muito tempo. Costurei a estrela branca e ficou lindo. Minha casa era o centro. Foi assim que começou o PT" .
Marisa Letícia Lula da Silva.

Jeosafá, professor, foi da equipe do 1o, ENEM, em 1998, e membro da banca de redação desse Exame em anos posteriores. Compôs também bancas de correção das redações da FUVEST nas décadas de 1990 e 2000. Foi consultor da Fundação Carlos Vanzolini da USP, na área de Currículo e nos programas Apoio ao Saber e Leituras do Professor da Secretaria de Educação de São Paulo. É escritor e professor Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo. Autor de mais de 50 títulos por diversas editoras, lançou em 2013 O jovem Mandela (Editora Nova Alexandria);  em maio de 2015, nos 90 anos de Malcolm X, O jovem Malcolm X, pela mesma editora; no mesmo ano publicou A lenda do belo Pecopin da bela Bauldour, tradução do francês e adaptação para HQ do clássico de Victor Hugo, pela editora Mercuryo Jovem. Leciona atualmente para a Educação Básica e para o Ensino Superior privados.









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