quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

MORO SAI NA FRENTE POR VAGA DE TEORI NO STF

A Associação dos Juízes Federais (Ajufe) extraiu sua lista tríplice para pressionar Temer a indicar o juiz Sérgio Moro para a vaga de Teori Zavascki no STF. Nessa lista, ele ficou com 319 votos,  o ministro do Superior Tribunal de Justiça Reynaldo Fonseca com 318 e o desembargador Fausto De Sanctis, bem atrás, com 165.

O presidente da república não é obrigado a atender ao lobby da Ajufe, porém esta não esconde sua intenção ao pôr no topo de sua lista aquele hoje acusado na ONU e por advogados de defesa de todo o país por suas "práticas medievais" que envergonham sociedades civilizadas, nas palavras do próprio Teori Zavascki. O lobby da Ajufe não pode mais explícito:
"Teori é oriundo da Justiça Federal, por isso, a AJUFE considera imprescindível que a vaga na Corte seja destinada à Magistratura Federal", defende a Associação no comunicado de resultado de seu "processo transparente" de consulta.

Como se vê, o caos jurídico chegou a tal magnitude que uma simples entidade corporativa se arroga a prerrogativa de indicar um ministro da corte suprema do país, atribuição constitucional exclusiva da presidência da república.

Caso esse escárnio com a democracia seja consumado, Moro não poderia julgar no STF, respeitada a normalidade jurídica, os que por ele são investigados hoje na Lava Jato, entre os quais Lula, que ele persegue com compulsão, obsessão e assédio (que lhe rendeu o referido processo que corre na ONU).

Porém hoje o país não vive nem a normalidade democrática, quanto mais a jurídica, que Moro tripudia desde que ganhou os holofotes da Rede Globo. Se for guindado ao STF, os demais ministros se tornarão fatalmente seus vassalos.

De caráter tirano e defensor do Estado de exceção, uma vez no STF Moro o empregará como último degrau de sua escalada para se tornar um ditador da pior espécie que este país já conheceu. Seu objetivo não é apenas usar o STF para tornar-se presidente da república, mas ocupar esse cargo para se eternizar como um Garrastazu Médici, apoiado numa horda furiosa de brasileiros de camisa amarela da CBF cevados no ódio.

Jeosafá, professor, foi da equipe do 1o, ENEM, em 1998, e membro da banca de redação desse Exame em anos posteriores. Compôs também bancas de correção das redações da FUVEST nas décadas de 1990 e 2000. Foi consultor da Fundação Carlos Vanzolini da USP, na área de Currículo e nos programas Apoio ao Saber e Leituras do Professor da Secretaria de Educação de São Paulo. É escritor e professor Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo. Autor de mais de 50 títulos por diversas editoras, lançou em 2013 O jovem Mandela (Editora Nova Alexandria);  em maio de 2015, nos 90 anos de Malcolm X, O jovem Malcolm X, pela mesma editora; no mesmo ano publicou A lenda do belo Pecopin da bela Bauldour, tradução do francês e adaptação para HQ do clássico de Victor Hugo, pela editora Mercuryo Jovem. Leciona atualmente para a Educação Básica e para o Ensino Superior privados.









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