quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

DEFENDER LULA COMO SE NÃO HOUVESSE AMANHÃ

O salvo-conduto do STF, na pessoa de Celso de Mello, ao angorá Moreira Franco, um dos gatunos mais delatados da Lava Jato, e a condução por aclamação ao STF de Alexandre de Moraes, uma das figuras mais escatológicas da República, são uma tentativa desesperada de fechar o xadrez da permanência de Temer até 2018. Está  aberta a fase final de caçada a Lula.

Porém o monstro do golpe de Estado ganhou vida própria, e vai devorando reputações e a vida política de diversos dos envolvidos. Quanto mais se consolidam no poder PMDB e PSDB, mais a rejeição a seus capos aumenta, ao ponto de Alckmin e Aécio Neves desabarem, em intenções de voto em recente pesquisa, para baixo do bizarro Jair Bolsonaro.

Não há, assim, saída no curto prazo para a encalacrada em que nossa democracia foi enfiada. A melhor hipótese é preservarmos a todo custo nosso maior patrimônio: Lula, que quanto mais é perseguido, mais é amado.

Não será fácil defendê-lo, pois os três poderes em nível federal se uniram contra ele: o Executivo, liderado pelo vendido ou comprado Michel Temer; o Legislativo, nas figuras exemplares de Rodrigo Maia (Câmara) e Eunício de Oliveira (Senado); e o STF, avassalado por Gilmar Mendes e agora Alexandre de Moraes.

Além dessas máquinas de crimes em escala federal, há ainda o monomaníaco Sérgio Moro, cuja obsessão é conseguir a fotografia de Lula algemado - só não tendo avançado ainda no rumo desse abismo por puro medo do que pode estar lhe esperando.

É preciso então parar de firula. A batalha agora se afunilou. Defender Lula com unhas e dentes é defender inclusive as eleições de 2018, pois se os golpistas não conseguirem liquidá-lo, buscarão todos os meios para inviabilizá-la.

Isso com a mais absoluta e tranquila certeza.

Jeosafá, professor, foi da equipe do 1o, ENEM, em 1998, e membro da banca de redação desse Exame em anos posteriores. Compôs também bancas de correção das redações da FUVEST nas décadas de 1990 e 2000. Foi consultor da Fundação Carlos Vanzolini da USP, na área de Currículo e nos programas Apoio ao Saber e Leituras do Professor da Secretaria de Educação de São Paulo. É escritor e professor Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo. Autor de mais de 50 títulos por diversas editoras, lançou em 2013 O jovem Mandela (Editora Nova Alexandria);  em maio de 2015, nos 90 anos de Malcolm X, O jovem Malcolm X, pela mesma editora; no mesmo ano publicou A lenda do belo Pecopin da bela Bauldour, tradução do francês e adaptação para HQ do clássico de Victor Hugo, pela editora Mercuryo Jovem. Leciona atualmente para a Educação Básica e para o Ensino Superior privados.


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