terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

ALEXANDRE DE MORAES: A CEREJA QUE FALTAVA NO BOLO FECAL

O atual STF passará para a história não só como uma instituição golpista e acovardada , mas também como ordinária e imoral. Não há hoje símbolo mais representativo dessa disenteria institucional do que Alexandre de Moraes.

A Ajufe se adiantou para apresentar o nome do verdugo Sérgio Moro para o STF, porém Temer reagiu rapidamente e nomeou o tucano defensor da tortura Alexandre de Moraes para a vaga de Teori Zavascki. Dias antes desse anúncio, Gilmar Mendes foi flagrado se reunindo com o presidente golpista. Sem dúvida o prato principal era a nomeação para o STF.

Assim, a divulgação do nome veio acompanhada de elogios de membros da suprema corte, mídia golpista e de políticos governistas candidatos a tornozeleira eletrônica. Obviamente Gilmar Mendes preparou o terreno no STF e na mídia para dirimir resistências à indicação de Alexandre de Moraes. Sérgio Moro foi passado para trás, mas vai ter que engolir essa, pois esse “passa moleque” que lhe deram veio direto de seus patrões.

Há uma certa comoção na esquerda e em setores mais democráticos com essa indicação, pois trata-se de um verdadeiro sarcasmo assentar no STF um golpista, ex-advogado do PCC, de Eduardo Cunha e atual ministro da Justiça, na gestão do qual presídios por todo país explodiram em violência e o estado do Espírito Santo simplesmente afundou em uma das piores crises de segurança pública de sua história.

Porém é preciso reconhecer que o atual STF é uma fossa profunda de dejetos e rejeitos jurídicos, políticos, éticos e morais. Governo Temer, atuais Congresso e STF não poderiam se verem melhor representados e simbolizados do que nessa escatológica figura. É a cereja que faltava no bolo fecal.

Jeosafá, professor, foi da equipe do 1o, ENEM, em 1998, e membro da banca de redação desse Exame em anos posteriores. Compôs também bancas de correção das redações da FUVEST nas décadas de 1990 e 2000. Foi consultor da Fundação Carlos Vanzolini da USP, na área de Currículo e nos programas Apoio ao Saber e Leituras do Professor da Secretaria de Educação de São Paulo. É escritor e professor Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo. Autor de mais de 50 títulos por diversas editoras, lançou em 2013 O jovem Mandela (Editora Nova Alexandria);  em maio de 2015, nos 90 anos de Malcolm X, O jovem Malcolm X, pela mesma editora; no mesmo ano publicou A lenda do belo Pecopin da bela Bauldour, tradução do francês e adaptação para HQ do clássico de Victor Hugo, pela editora Mercuryo Jovem. Leciona atualmente para a Educação Básica e para o Ensino Superior privados.

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