quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Teori morre por acaso oportuno demais para ser engolido

Ministro se emociona ao abraçar a mãe em sua posse no STF.
Relator da Lava Jato (que tinha em mãos a chamada Delação do Fim do Mundo, em que mais de 140 parlamentares ligados ao PSDB e PMDB, Presidente Temer, governadores, empresários e membros do próprio STF estão citados) morre em "acidente aéreo".

Teori Zavascki (em junho de 2016, confirmou publicamente que ele e sua família sofreram ameaçasera o responsável, ao fim do recesso do Judiciário, neste início de ano, por provocar um terremoto político de proporções bíblicas no Brasil .

Isso porque caberia a ele encaminhar a nova fase de delações premiadas que, como se sabe por vazamento à imprensa durante os meses de dezembro do ano passado e janeiro deste ano, envolve além do Presidente Michel Temer e mais de 140 parlamentares, governadores, empresários e até membros do Judiciário, incluindo do próprio STF.

O jornal Folha de S. Paulo sai na frente e defende que o novo relator deva ser o ministro que venha a ser nomeado por Temer (ele mesmo citado na delação da Odebrecht) para a vaga aberta pela morte de Teori Zavascki:



Quem seria esse nomeado? Sérgio Moro, como quer a toque de caixa o ex-ministro de Temer Marcelo Calero?

A conveniência da morte "em acidente" do relator da Lava Jato no STF é excessivamente oportuna para que se aceite a teoria por demais óbvia do acaso. O mesmo jornal também de antecipa e sacramenta que, seja quem for o substituto, esta fase crítica da Lava Jato sofrerá atraso, pois o novo relator teria de se inteirar das delações, o que fatalmente levaria tempo (ver no mesmo link da FSP acima). A verdade é que estamos diante de uma situação gravíssima, em que o principal ator da república nos dias atuais é abatido no ar pelo acaso, segundo a imprensa. Não é prudente crer neste momento nem no acaso, nem na imprensa.


Jeosafá, professor, foi da equipe do 1o, ENEM, em 1998, e membro da banca de redação desse Exame em anos posteriores. Compôs também bancas de correção das redações da FUVEST nas décadas de 1990 e 2000. Foi consultor da Fundação Carlos Vanzolini da USP, na área de Currículo e nos programas Apoio ao Saber e Leituras do Professor da Secretaria de Educação de São Paulo. É escritor e professor Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo. Autor de mais de 50 títulos por diversas editoras, lançou em 2013 O jovem Mandela (Editora Nova Alexandria);  em maio de 2015, nos 90 anos de Malcolm X, O jovem Malcolm X, pela mesma editora; no mesmo ano publicou A lenda do belo Pecopin da bela Bauldour, tradução do francês e adaptação para HQ do clássico de Victor Hugo, pela editora Mercuryo Jovem. Leciona atualmente para o a Educação Básica e para o Ensino Superior privados.






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