sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

FOI ACIDENTE FOI ACIDENTE FOI ACIDENTE

A insistência com que a imprensa, antes mesmo de qualquer perícia ou investigação, propaga a teoria do acidente aéreo para explicar a morte de Teori Zavascki, relator da Delação do Fim do Mundo no STF, é tamanha que começa causar desconfiança nos mais puros dos corações.

Desde o momento em que foi confirmada a morte de Teori Zavascki, um coro afinado da imprensa golpista foi a campo para defender sua tese de acidente aéreo como causa da morte do relator da Lava Jato no STF, em mãos do qual se encontrava as delações bombásticas que seguramente causariam no Brasil um terremoto político de escala Richter invejável.

Sequer os destroços do avião foram recolhidos para perícia, Globo, Folha de S. Paulo,Veja, Estadão e seus parceiros de martelam na cabeça do público sua versão simples demais para não causar desconfiança.

Também a pressa com que Michel Temer anunciou a rápida indicação do substituto do ministro morto não surge no horizonte como simples miragem conspiratória, uma vez que ele próprio, Temer, consta 43 vezes nas delações cuja homologação seria feita nos próximos dias por Teori Zavascki. Segundo o Regimento Interno do STF, caberia ao substituto indicado por Temer ocupar as exatas funções do ministro "acidentado". O caso surge estupefaciente: um incriminado indicando o juiz que irá julgá-lo.

O enredo é evidente demais para perguntarmos não se Teori Zavascki foi vítima de atentado, mas quem e quantos se beneficiaram de sua morte excessivamente oportuna, excessivamente perturbadora, excessivamente anunciada, como o clássico de García Márquez Crônica de uma morte anunciada.



Jeosafá, professor, foi da equipe do 1o, ENEM, em 1998, e membro da banca de redação desse Exame em anos posteriores. Compôs também bancas de correção das redações da FUVEST nas décadas de 1990 e 2000. Foi consultor da Fundação Carlos Vanzolini da USP, na área de Currículo e nos programas Apoio ao Saber e Leituras do Professor da Secretaria de Educação de São Paulo. É escritor e professor Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo. Autor de mais de 50 títulos por diversas editoras, lançou em 2013 O jovem Mandela (Editora Nova Alexandria);  em maio de 2015, nos 90 anos de Malcolm X, O jovem Malcolm X, pela mesma editora; no mesmo ano publicou A lenda do belo Pecopin da bela Bauldour, tradução do francês e adaptação para HQ do clássico de Victor Hugo, pela editora Mercuryo Jovem. Leciona atualmente para o a Educação Básica e para o Ensino Superior privados.











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