quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

MARCELO ODEBRECHT PÕE TEMER NA CENA DO CRIME

Para o afogado Michel Temer, a praia de 2017, logo ali, pode estar longe demais.

Ele bem que tentou, mas o depoimento de Marcelo Odebrecht divulgado hoje (14/12/16) amplamente na imprensa liquidou as manobras de Temer para não ser flagrado na cena do crime.

Não só Marcelo Odebrecht enriqueceu em detalhes a delação de seu ex-executivo, Cláudio Melo Filho, como ainda passou a circular em Brasília o boato de que há gravação de José Yunes, braço direto de Temer que acaba de se demitir do governo, recebendo dinheiro em espécie em nome de Michel Temer. Com isso, a temperatura se elevou, e o governo de cera dá claros claros sinais de falência generalizada.

Moreira Franco, outro homem de confiança de Temer, o "gato angorá", como o apelidou Leonel Brizola e como consta na lista de propinas da empreiteira, acusado por ela de embolsar R$ 3 milhões para defender projetos da empresa (e por aliados de ser responsável pela queda de Geddel Vieira Lima e pelo inferno astral de Renan Calheiros) está desembarcando do governo nas próximas horas se um socorro de emergência não o afastar da linha de tiro.
José Yunes: Recebeu propina de R$ 10 milhões para Temer.

Eliseu Padilha, compadre de maus feitos de Temer, também delatado pela Odebrecht, com um olho no peixe e outro no gato Angorá que já está passeando sobre o muro, também cisca arisco em sua caixa de areia. Espera apenas a Lava Jato desenterrar o que ele escondeu nela para também virar as costas para o compadre e subir o muro.

Porém, ao invés de aliviar a pressão sobre Temer, essas baixas se apresentam como clara confissão de culpa, o que aumenta e muito a temperatura. No radar do Ministério Público Federal, Romero Jucá, outro delatado pela Odebrecht, espera sua deixa para cair fora. E assim a cera se vai liquefazendo e virando um mar de lama, grande demais para os que estão nele se salvarem - e subir no muro ou no telhado parece já não ser suficiente para escapar ao tsunami que engolfará tudo.

Para o afogado Michel Temer, a praia de 2017, logo ali, pode estar longe demais.


Jeosafá, professor, foi da equipe do 1o, ENEM, em 1998, e membro da banca de redação desse Exame em anos posteriores. Compôs também bancas de correção das redações da FUVEST nas décadas de 1990 e 2000. Foi consultor da Fundação Carlos Vanzolini da USP, na área de Currículo e nos programas Apoio ao Saber e Leituras do Professor da Secretaria de Educação de São Paulo na gestão José Serra. É escritor e professor Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo. Autor de mais de 50 títulos por diversas editoras, lançou em 2013 O jovem Mandela (Editora Nova Alexandria);  em maio de 2015, nos 90 anos de Malcolm X, O jovem Malcolm X, pela mesma editora; no mesmo ano publicou A lenda do belo Pecopin da bela Bauldour, tradução do francês e adaptação para HQ do clássico de Victor Hugo, pela editora Mercuryo Jovem. Leciona atualmente para o a Educação Básica e para o Ensino Superior privados.








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