terça-feira, 8 de novembro de 2016

Globo rebaixa classe média à condição de manada novamente

Globo manipula informações para estimular ódio na classe média.
Tangida como gado por clichês, bordões, frases feitas, senso comum, sensacionalismo, falso patriotismo e muito preconceito, classe média foi às ruas "contra a corrupção", porém elegeu o Congresso Nacional mais corrupto de nossa história e pôs no poder por meio de um golpe o chefe da bandidagem do PMDB.

A chamada "opinião pública" (na verdade a opinião do dono do jornal) é construída por muitos autores, do jornalista da página policial a seu editor imediato, dos chefes de editorias ao diretor presidente, que é afinal quem manda e publica o que quiser.

Nas redações, quem cumpre o papel de representante do dono do jornal são as chefias de editorias.

Nada que "dá no jornal" é publicado sem a expressa autorização delas, e estas, se descumprem as determinações superiores, são simplesmente demitidas. Por isso é de uma grande inocência acreditar que o que vai pelas páginas impressas, pelas telinhas de TV ou pelos monitores de computadores e celulares é algo isento, cuja única função é informar o leitor. A última preocupação da grande mídia é com a verdade. Hoje em dia, não se pode confiar nem mesmo na data de publicação do jornal.

Mascarando as intenções e interesses do dono, é assim que um jornal, uma emissora de rádio e TV, um portal de internet, uma revista formam a "opinião pública" e "fazem a sua cabeça".

E você aí, achando que está sendo bem informado, sem segundas intensões, quando na verdade está recebendo verdadeiras deformações da realidade, torcidas para os bolsos e interesses do dono do jornal; e sendo manipulado, tangido como gado para o abate.

Não erra quem compara, por isso, a indústria jornalística com verdadeiros frigoríficos, cuja matéria principal é a carne do inocente leitor.

Se você não for crítico (ou seja, se não comparar a mesma informação em vários órgãos de imprensa para tirar suas próprias conclusões), junto com o que você busca num telejornal, revista ou portal (humor, lazer, esporte, cultura, informação, educação etc.) estará engolindo verdadeiras substâncias tóxicas: preconceitos contra mulheres, nordestinos, estrangeiros, negros, jovens, homossexuais; racismo, consumismo irresponsável, intolerância religiosa e política, discriminação social (de pobres ou de grupos sociais específicos, como idosos, obesos, tímidos, nerds); apologia da violência etc. etc. etc.

Pisoteando a bandeira que diz defender...
Junto com a opinião publicada do dono do jornal, a que você é levado a crer piamente como "pública" (portanto de todos, inclusive sua), a grande mídia fabrica e difunde em massa o chamado "senso comum", que nada mais é do que uma "impressão" superficial sobre um assunto qualquer ou sobre qualquer assunto.

Com aparência de verdade, porque trabalha com obviedades,  o senso comum é construído, por sua vez, a partir de estereótipos (modelos e formas despersonalizadas) e clichês (ou "chavões), cuja função é controlar as mentes da população por meio da repetição exaustiva até a saturação, sem a qual eles não funcionam.

De tão repetidos, esses estereótipos e clichês ("Fora Dilma", "Lula acabou com o Brasil"; "Fora PT", "Comunista bom é comunista morto", "Hei, Dilma, vai tomar no ...") são assumidos alienadamente pelas pessoas (ou seja, sem a mínima reflexão crítica), que passam a se identificar entre si por meios deles.

Pronto, está formada a manada verde-amarela, que é tangida para um golpe de Estado (de consequências gravíssimas) pelo mesmo mecanismo que a faz comprar sabonetes e salgadinhos. Por sob e detrás desses mecanismos velhacos estão os barões da grande mídia, rindo da cara de todos.

LEIA TAMBÉM

Tem que matar toda essa raça




Jeosafá, professor, foi da equipe do 1o, ENEM, em 1998, e membro da banca de redação desse Exame em anos posteriores. Compôs também bancas de correção das redações da FUVEST nas décadas de 1990 e 2000. Foi consultor da Fundação Carlos Vanzolini da USP, na área de Currículo e nos programas Apoio ao Saber e Leituras do Professor da Secretaria de Educação de São Paulo na gestão José Serra. É escritor e professor Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo. Autor de mais de 50 títulos por diversas editoras, lançou em 2013 O jovem Mandela (Editora Nova Alexandria);  em maio de 2015, nos 90 anos de Malcolm X, O jovem Malcolm X, pela mesma editora; no mesmo ano publicou A lenda do belo Pecopin da bela Bauldour, tradução do francês e adaptação para HQ do clássico de Victor Hugo, pela editora Mercuryo Jovem. Leciona atualmente para o a Educação Básica e para o Ensino Superior privados.



















4 comentários: