sábado, 1 de outubro de 2016

GOLPE DE 2016: Uma ditadura ao alcance dos olhos

Enquanto professor, do chão da sala de aula, e enquanto escritor, do chão das letras, não cabe calar diante do golpe que põe uma ditadura ao alcance dos olhos.

Só há três formas de mudar governos: pelo voto, pelo golpe ou pelas armas. Sou contra as duas úlltimas, pois sempre o povo paga caro. Na situação de hoje, o voto é a melhor resposta ao golpe. Domingo o que se julgará não é quem é o melhor candidato a prefeito, mas quem é contra ou a favor do golpe. Três candidatos em São Paulo são a favor do golpe: Dória, Russomano e Marta; dois são contra: Haddad e Erundina. Desses dois, só Haddad tem alguma chance. Votar nulo ou em branco é lavar as mãos, como fez Pilatos.

No próximo domingo, o golpe vai ao banco dos réus para ser julgado na pior corte para ele: as urnas. Muitos creem que as disputas para prefeituras e câmaras municipais do país são meramente locais. A depender da época, isso é bastante defensável. Porém, não é o caso destas eleições municipais de 2016.

Avesso à democracia, o grupo que tomou o poder num golpe vergonhoso, dado contra a primeira mulher eleita democraticamente pelo voto direto do povo, teme as urnas como o diabo teme a cruz. Para se legitimar, os golpistas precisam desesperadamente vencer estas eleições nas principais cidades e na maioria dos municípios do país, e eleger o máximo de veredadores possível para dar base de apoio à uma ditadura que se vai desenhando no horizonte.

Por isso derrotar os candidatos golpistas nas urnas nesta eleições municipais não é uma questão secundária: é a maneira mais rápida de debelar o golpe. Sem base de apoio em prefeituras e municípios, o golpe se esfacelará como um biscoito de polvilho molhado.

Este meu blog é dedicado principalmente à Literatura e à Educação, porém o chão da sala de aula de que falo foi profanado por um governo ilegítimo que, tão logo assumiu o poder, despejou bombas de destruição sobre a educação brasileira.

Sendo assim, defender a Educação e a Literatura é lutar pelo retorno da democracia, cujo caminho mais correto e rápido são as urnas – maior pesadelo de quem deu o golpe exatamente por não conseguir nada por meio delas.

Por isso, nas eleições deste domingo NÃO VOTE EM CANDIDATOS GOLPISTAS. Em São Paulo votarei em Haddad 13 para prefeito e em Sharilayne 65.030 para vereadora (leia a entrevista com ela clicando aqui), pois ambos representam meus ideais de liberdade, democracia e justiça.

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Jeosafá é escritor e professor Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo. Autor de mais de 50 títulos por diversas editoras, lançou em 2013 O jovem Mandela (Editora Nova Alexandria),  em maio de 2015, nos 90 anos de Malcolm X, O jovem Malcolm X, pela mesma editora, e no mesmo ano A lenda do belo Pecopin da bela Bauldour, tradução do francês e adaptação para HQ do clássico de Victor Hugo, pela Mercuryo Jovem. Leciona para a Educação Básica e para o Ensino Superior privados de São Paulo.

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