segunda-feira, 25 de julho de 2016

Podemos transformar a nós mesmos?

Escrevi este texto para trabalhar com alunos de 8o. e 9o. anos do Ensino Fundamental.

Muitas vezes não nos damos conta, mas certas ações, hábitos, costumes e valores que praticamos diariamente sem pensar podem nos prejudicar mediata ou imediatamente (ao longo do tempo). Como vivemos em sociedade, recebemos dela hábitos e costumes sobre os quais nunca nos ocorreu refletir. Todavia, os objetivos de nossos pais, avós, amigos, colegas de escola, rua ou bairro, não são os nossos, pois cada um tem que ir estabelecendo os seus próprios objetivos, em meio aos objetivos de cada grupo, instituição ou organização de que faz parte.

O problema é que poucas vezes somos alertados para os objetivos desses grupos, instituições e organizações - e menos ainda para a necessidade de estabelecermos claramente os nossos próprios objetivos. O resultado disso é que acabamos praticando ações, desenvolvendo hábitos, assumindo costumes que, se no curto prazo nos dão prazer, no médio e no longo podem liquidar nossos sonhos.

Uma ação praticada com frequência, torna-se hábito e rapidamente em costume. Não prestamos muita atenção a nossas ações, mas elas podem, quando irrefletidas, resultar em conflitos de pequenas, médias ou grandes consequências. Se estamos habituados a falar alto em qualquer circunstância, ou a usar o som alto em nossos celulares, sem perceber podemos fazê-lo em um ambiente, como o ônibus, ou falar em um tom de voz que incomodará os que estiverem ao redor.

Entre os incomodados, haverá aqueles que evitarão conflitos, suportando a contragosto o que se-lhe dá como mera gafe de um usuário distraído. Porém, um dia haverá o que, por razões quaisquer, buscará o conflito, não se preocupando com as consequências, menos ou mais trágicas.

Conflitos nos transportes coletivos ou no trânsito, infelizmente, com certa frequência, terminam em violência e mesmo morte.  Isso ocorre porque um hábito particular, imposto aos outros por quem o pratica, ainda que involuntariamente, detona uma situação que foge ao controle dos que estão nela envolvidos. É assim que muitos sonhos ficam interrompidos definitivamente por ações, hábitos, costumes e valores que, a rigor, são contrários a esses mesmos sonhos.

Refletir sobre nossas ações, hábitos, costumes e valores, em face da coletividade de que fazemos parte, dos objetivos dessa coletividade e dos nossos próprios é uma forma de evitar todo conflito desnecessário. Sim, pois, para conquistarmos nossos sonhos e objetivos, é necessário enfrentar e superar os conflitos a eles inerentes.

No final das contas, ações, hábitos, costumes e conflitos que não nos aproximam, ou nos distanciam de nossos objetivos, ou põem em risco nossos sonhos ou a nós mesmos, é energia e tempo desperdiçados.

Ah, não vou fazer nada disso. Vou só trabalhar a apostila que está bom demais.

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