quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Em dezembro, o largo Paissandu

Uma vez que a chuva não vem, repito aqui um poema de início da década de 1990. Estava muito calor e, avis rara, eu não trazia nada nas mãos. Por isso, foi sem sentimento de culpa que entrei de corpo e alma na chuva que me pegou na altura do largo Paissandu. Havia uma pastelaria no vale do Anhagabaú. Lá tomei um conhaque para não apanhar um resfriado, e fui à para para casa, na Barra Funda, quando pancada d´água passou. No caminho, um vapor parecido com neblina subia do chão molhado. A chuva passou, a década também, mas o poema não.

Cíbio Bote




http://www.almanack.paulistano.nom.br/antartica14.html

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